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Um ano inesquecível neste século: Santos

Nesta série, PLACAR traz um ano inesquecível neste século para cada um dos 12 grandes clubes brasileiros

Escolher o melhor ano para o Santos neste século não é tarefa fácil. O clube teve muitos anos bons neste século, mas com dois em destaque: 2002 e 2011. Em 2011, a equipe conquistou a Libertadores e chegou a disputar a final do Mundial contra o Barcelona. Foi um ótimo ano, mas nada seria possível sem o ano de 2002. A temporada de 2002 não significou apenas o fim da fila santista, mas também a volta do Santos como protagonista no cenário brasileiro. Foi o balanço que o Peixe precisava para voltar a crescer.

E 2002 não começou da melhor maneira possível. Ainda com uma equipe com sobras de 2001, com poucas revelações no time titular, o Santos fez um péssimo torneio Rio-São Paulo. Quatro paulistas foram para a semifinal, incluindo os outros três grandes. Mas não o Santos. O Peixe terminou a primeira fase em nono, com 23 pontos, a dois da classificação. 

Com isso, o clube fez uma reformulação total. Sem dinheiro para grandes contratações, promoveu jovens revelações do clube que estavam na base, dentre eles, o jovem Robinho. Diego, meia com muita habilidade, já estava jogando no time principal e passou a ganhar mais chances.

Na Copa do Brasil, o clube já havia sofrido a eliminação. Empate em 0 x 0 contra o Ji-Paraná, em Rondônia, em vitória por 4 x 2 em casa, levaram o Santos à segunda fase. Mas dessa vez, o adversário era o Internacional. Em casa, o Peixe conseguiu um empate por 3 x 3. Mas, no Sul, a derrota por 0 x 1 tirou o clube do torneio.

Restava o Campeonato Brasileiro. Neste, o clube contava já com Robinho, integrado ao elenco. E durante o torneio, o clube foi crescendo. Após a 13ª rodada, na metade da primeira fase, o Peixe era o sétimo, com 22 pontos, sempre entre os classificados. Após a 17ª rodada, mesmo com um jogo a menos, o Peixe estava em terceiro. Com 17 jogos, após a 18ª rodada, o Peixe era segundo, dividindo a liderança em pontos com o São Caetano. 

O Santos jogava um bom futebol e esteve sempre entre os oito classificados. Contudo, na última rodada, o Peixe perdeu, fora de casa, para o São Caetano por 2 x 3. A vaga para as quartas de final estava ameaçada, mas o Coritiba, que enfrentava o rebaixado Gama na última rodada, foi goleado por 4 x 0 no Distrito Federal e perdeu a chance de tirar o Santos. O clube entraria na vaga do Peixe pelo número de vitórias caso vencesse o Gama. Assim, o Santos classificou-se com a oitava vaga para as quartas de final.

O rival nas quartas era o São Paulo, dono da melhor campanha disparada na primeira fase. O Peixe, contudo, venceu as duas partidas. 3 x 1 na Vila e 2 x 1 no Morumbi, com destaque para Diego.

Nas semifinal, o adversário era o Grêmio. Na Vila, o Santos praticamente garantiu vaga na final com vitória por 3 x 0. Na volta, no Olímpico, a derrota por 0 x 1 garantiu o Peixe na final.

A decisão era contra o Corinthians, que um ano antes tirava o Peixe da final do Campeonato Paulista com um gol no último minuto de jogo. As duas partidas seriam no Morumbi. No jogo de ida, Diego fez grande partida e ajudou o Santos a vencer por 2 x 0. Logo no começo da partida, Robinho se lesionou. Alberto, o outro atacante, com sua experiência, fez um dos gols da partida.

No jogo de volta, foi a vez de Diego se lesionar logo nos primeiros minutos. O experiente Robert entrou em seu lugar e fez um grande papel. E o destaque ficou para Robinho e suas pedaladas em cima de Rogério. O atacante sofreu pênalti e converteu. O Timão voltou melhor no segundo tempo e virou o jogo. Voltava o fantasma de um ano antes. Bastava um gol para o Corinthians ficar com o título. Mas aí Robinho brilhou de novo e Elano e Léo marcaram os gols santistas, que deram a vitória e o título a equipe, que não conquistava um torneio do porte desde 1984.

GRANDE FORÇA

Base forte, misturada com bons e experientes jogadores: O técnico Leão fez a mescla perfeita no Santos naquele ano. Da base, vinham Diego e Robinho, além de outros jogadores, como o zagueiro Alex e o volante Paulo Almeida e o meia Elano. Contudo, para controlar a garotada, jogadores mais experientes faziam parte do elenco e equilibravam tudo. O goleiro Fábio Costa brilhou naquele ano. Além dele, André Luís, na defesa, Renato, que vinha do Guarani, como volante, Robert, na meia, e o atacante Alberto, com passagem pelo Palmeiras, faziam a mescla perfeita.

 PERSONAGEM

Robinho: O personagem poderia ser Diego. Mas foi Robinho que entrou na história pela partida de volta contra o Corinthians, com as pedaladas e tudo. O jogador foi o grande destaque do Peixe naquele ano e foi chamado de “Novo Pelé”, após o grande desempenho no Brasileiro.

GRANDE JOGO

15/12/2002 – Corinthians 2 x 3 Santos: O jogo das pedaladas! O jogo que definiu o título santista e tirou a equipe da fila. O Santos saiu da fila justamente em cima de seu maior final, em uma partida com muitas emoções e com grande destaque para Robinho, que ganhou destaque nacional naquele dia.

TÍTULOS

– Campeonato Brasileiro

CAMPANHA

50 jogos, 23 vitórias, 13 empates e 14 derrotas – 91 gols pró e 67 gols contra – 54,7% de aproveitamento