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Última chance? Messi recomeça caminhada por título mundial

Após sucessivos fracassos com a seleção argentina, astro do Barcelona inicia a disputa da sua quarta Copa buscando o principal título que lhe falta

Por Danilo Monteiro - Atualizado em 15 jun 2018, 23h10 - Publicado em 15 jun 2018, 22h59

A Argentina estreia neste sábado, às 10h (de Brasília), contra a Islândia, pelo Grupo D da Copa do Mundo de 2018. O jogo marca o início de nova tentativa – a quarta – de um dos maiores jogadores de todos os tempos, o argentino Lionel Messi, já com 30 anos, conquistar o principal título que ainda falta no seu brilhante currículo: o de um Mundial.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo de 2018

Antes das cinco bolas de ouro, cinco chuteiras de ouro e quatro títulos de Liga dos Campeões pelo Barcelona, Lionel Andrés Messi Cuccittini estreou pela seleção argentina no dia 17 de agosto de 2005, em amistoso contra a Hungria. Aos 18 anos de idade, a trajetória do atacante no time nacional começou da pior forma possível – foi expulso após 47 segundos em campo. Ele foi puxado por um adversário em um contra-ataque e devolveu disparando uma cotovelada. O jovem Messi saiu em choque, chorando e questionando se seria convocado mais uma vez.

O destino reservaria uma grande reviravolta na carreira do atacante, mas não em sua seleção nacional. Messi foi convocado para a Copa do Mundo de 2006 e, ainda no banco, viu seus companheiros caírem nos pênaltis, pelas quartas de final da competição, para o principal algoz da carreira nacional de Messi: a Alemanha. Desde então, o atacante teve uma ascensão meteórica jogando pelo Barcelona e encantando o mundo com um futebol único.

A confiança dada pelo sucesso internacional – e pela conquista do ouro olímpico em 2008 – trouxe esperanças a Messi, que lideraria a seleção principal pela primeira vez na África do Sul, em 2010. E naquela edição do Mundial, novamente nas quartas de final contra a Alemanha, o destino deu ao argentino a chance de vingar a eliminação de 2006. Mas o que o mundo viu foi um fracasso desastroso da nova geração argentina, um atropelo alemão por 4 a 0.

Em 2014, o elenco argentino chegou ao Brasil no auge. Sergio Agüero, Gonzalo Higuaín, Ángel Di María e Lionel Messi formavam um dos melhores ataques da competição. Dessa vez, a seleção abriu caminho até chegar à final, com Messi sendo o destaque do time – ele foi eleito o melhor jogador da Copa. Curiosamente, a final seria novamente contra os alemães – o argentino falhou na decisão e viu a Alemanha vencer na prorrogação por 1 a 0 e levar o título para casa.

O sofrimento no Brasil não foi o último, Messi acabou perdendo duas edições seguidas da Copa América para o Chile na final, em 2015 e 2016, inclusive desperdiçando um pênalti. A dor dos fracassos consecutivos fez com que o argentino declarasse aposentadoria da seleção, mas não por muito tempo.

A caminhada e última chance dessa geração argentina começa diferente das últimas edições da Copa, sem favoritismo. A Argentina vê as seleções da Alemanha, Brasil, Espanha, França e Bélgica como as mais cotadas para vencer o torneio. O time terá que passar por um grupo que promete ser problemático, com Islândia, Croácia e Nigéria, seleções que têm chances de colocar um fim na pretensão de Messi de ganhar, enfim, a sua Copa.

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