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‘Todo mundo sabe nosso posicionamento’, diz Casemiro sobre Copa América

Sem dizer claramente, capitão da equipe sinalizou o desejo de todo o grupo de não participar do torneio, mas ressaltou "respeito à hierarquia"

Por Da Redação Atualizado em 5 jun 2021, 00h26 - Publicado em 4 jun 2021, 23h54

O volante Casemiro, capitão da seleção brasileira, sinalizou após a vitória por 2 a 0 sobre o Equador, pelas Eliminatórias, em Porto Alegre, na noite desta sexta-feira, 4, o desejo dos atletas de não disputar a Copa América no país, a partir do dia 13. Ainda que sem dizer claramente, ele comentou sobre as notícias que surgiram desde a coletiva do técnico Tite e garantiu que o posicionamento é de todo o grupo.

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“Não podemos falar do assunto, mas todo mundo sabe nosso posicionamento, mais claro impossível. O Tite deixou claro para todo mundo o que pensamos da Copa América. Existe respeito, existe hierarquia, mas queremos dar nossa opinião.”, afirmou o jogador à TV Globo, na saída do gramado do Beira-Rio.

“Queremos falar. Não queremos desviar o foco. Hoje era um jogo de Copa do Mundo, importante para nós. Mas queremos expressar nossa opinião, se é certa ou não, as pessoas vão poder determinar”, disse. “Iríamos falar, o Tite explicou qual foi a situação. Nós queremos falar, mas no momento oportuno.”

  • Por fim, fez questão de negar que o desejo tenha partido apenas dos atletas que atuam em clubes europeus. “Estamos todos juntos. Não sou eu, os jogadores da Europa… são todos os jogadores, o Tite e comissão técnica, tem de ser todos juntos.” Na comemoração do gol de Richarlison, todos os atletas foram até o banco abraçar o técnico.

    Na véspera, Tite admitiu em entrevista coletiva que há grande insatisfação no elenco em relação à mudança da Copa América para o país, o que já foi repassado à direção da CBF. O técnico prometeu externar a posição do grupo após a partida contra o Paraguai, em Assunção, dia 8, ainda pelas Eliminatórias.

    Como mostrou PLACAR nesta sexta, o grupo está insatisfeito com a postura do presidente Rogério Caboclo, que tomou a decisão, costurada com Conmebol e com o governo Bolsonaro, de receber a Copa América após as desistências das sedes originais, Colômbia e Argentina, em plena pandemia no continente. Os jogadores não gostaram de não ter sido avisados (souberam da novidade via imprensa) e se sentiram expostos a um debate essencialmente político, enquanto os reais responsáveis se calam. Nesta sexta, Caboclo foi acusado de assédio sexual por uma funcionária da CBF, ampliando ainda mais o ambiente de tensão na entidade.

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