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Tite vota em Neymar como melhor do mundo e exalta combate ao racismo

Técnico da seleção brasileira elogiou papel do atacante em protesto na partida entre PSG e Basaksehir

Por Da Redação Atualizado em 10 dez 2020, 13h00 - Publicado em 10 dez 2020, 12h57

O técnico da seleção brasileira, Tite, não poupou elogios ao atacante Neymar, principal destaque na vitória por 5 a 1 do Paris Saint-Germain contra o Istanbul Basaksehir, na última quarta-feira, 9, pela rodada de encerramento da fase de grupos da Liga dos Campeões. O treinador revelou ter votado no atacante brasileiro como melhor jogador do mundo na última temporada para o Prêmio The Best, da Fifa, que será conhecido no próximo dia 17, em cerimônia virtual.

Além de Neymar, Tite também indicou o meio-campista belga Kevin De Bruyne, do Manchester City, e o atacante polonês Robert Lewandowski, principal favorito a premiação pela temporada brilhante com o Bayern de Munique, último campeão europeu. O polonês fechou a temporada anterior 55 gols marcados em 47 partidas e três títulos.

“Eu considero Neymar, De Bruyne e Lewandowski no mesmo patamar. Se tivesse que votar, como votei, Neymar”, afirmou o treinador em entrevista ao canal Esporte Interativo. “Estou falando da última temporada e do sucesso que cada atleta teve nas principais competições, por isso não coloco Messi e Cristiano Ronaldo”.

“Considero sim, de forma criativa, lúdica e imprevisível, o Neymar e o Messi parecidos. Sempre que digo que em condições normais de temperatura e pressão, o Neymar consegue, em momentos decisivos, tirar coelho da cartola. Tem esse poderio do arco e flecha, o poder de finalização. Tem essa grande capacidade. Quando vem maturidade em termos emocionais, ela potencializa as virtudes técnicas”, completou.

  • Combate ao racismo

    Além da atuação brilhante, com três gols marcados, o treinador ainda destacou a atitude de Neymar e do zagueiro Marquinhos de abandonar o campo após acusação de ato racista envolvendo o quarto árbitro romeno Sebastian Colţescu contra o camaronês Pierre Webó, ex-atacante e membro da comissão técnica do clube turco.

    “Me deu orgulho, sim. Tanto do Neymar, quanto do Marquinhos, do Leonardo [diretor esportivo do PSG] e outros brasileiros que estavam em campo. Saíram juntas as duas equipes e não voltaram depois, uma reação dessas é muito emblemática.”

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    Logo após a partida, Neymar declarou a Telefoot ter sentido vontade de voltar no tempo para tomar a mesma atitude quando disse ter sido vítima de injúria racial no clássico entre PSG e Olympique de Marselha, em 13 de setembro, pela Ligue 1. Na ocasião, o atacante acabou expulso após confusão com o zagueiro espanhol Álvaro González, a quem acusou de ter proferido as ofensas.

    “A gente tem que fazer isso. Fizemos muito bem. Foi o que deu na minha cabeça, foi o que eu deveria ter feito na primeira vez”, afirmou o brasileiro. “É uma coisa muito séria, muito delicada. Infelizmente, ocorreu essa situação, que é bem chata. Aconteceu comigo no começo da temporada. Senti na pele e sei que não é legal sofrer qualquer ato ou insinuação por sua cor, por sua raça”, completou.

    Sobre o caso, a Uefa prometeu “uma investigação completa e aprofundada sobre o incidente ocorrido” de forma imediata. “O racismo e a discriminação em todas as suas formas não têm lugar no futebol”, disse em comunicado.

     

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