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Tite, o mais aplaudido da seleção

Idolatrado no Corinthians, o técnico da seleção brasileira foi o mais aclamado pela torcida

Por Alexandre Senechal Atualizado em 29 mar 2017, 00h43 - Publicado em 29 mar 2017, 00h15

A identificação de Tite com a torcida do Corinthians era algo que impressionava quando ele comandava o clube. Nos primeiros oito jogos pela seleção brasileira, a devoção ao técnico parece ainda maior – se é que isso é possível. As duras críticas, tão frequentes com Mano Menezes, Dunga e Felipão, últimos treinadores a dirigirem o Brasil, deram lugar ao já popular grito “olê olê olê olê, Tite Tite”. Até o pesado clima vivido nos últimos jogos do Brasil em São Paulo não apareceu.

O anúncio da escalação da equipe já deu o tom de qual seria a relação de Tite com o público no estádio em que foi tão vitorioso nos tempos de Corinthians. Assim como já havia acontecido no jogo contra a Argentina, no Mineirão, em novembro do ano passado, o nome do técnico foi o mais aclamado entre todos. Mais até do que Neymar. Antes ainda, quando o Brasil subiu para o aquecimento, a já famosa música que homenageia o treinador foi entoada.

Durante o jogo, as reações do técnico eram as costumeiras: passava a maior parte do tempo levantado, virava para o banco de reservas para comentar os lances e sempre tinha algum recado para passar para os jogadores, normalmente através do lateral-direito Fagner, seu jogador de confiança no Corinthians e presença constante nas convocações na seleção brasileira. Tite só sentou quando Philippe Coutinho fez o primeiro gol do Brasil, ainda na primeira etapa.

A concentração e a seriedade com que o técnico trata a equipe se reflete dentro de campo e fez do Brasil a equipe que é hoje. São oito vitórias seguidas (fez 24 pontos, dois a mais que a Argentina em todas as 14 rodadas do torneio), marca história da seleção nas Eliminatórias, e uma esperança enorme para a Copa do Mundo de 2018. Tite sabe que se não manter o elenco com os pés no chão, toda essa sequência não adiantará para nada.

Ivan Pacheco/VEJA.com
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