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Times históricos: O Porto de 2004

Tríplice Coroa não veio por um detalhes naquele ano

Por Redação PLACAR - Atualizado em 8 mar 2017, 14h51 - Publicado em 8 dez 2016, 09h25

Não se trata de uma equipe que encheu os olhos por sua qualidade. Mas o feito da equipe de José Mourinho, que surgiu naquele ano para o cenário mundial, foi incrível. Com um elenco recheado de bons jogadores, mas não craques, que no futuro jogariam nos elencos das maiores equipe do mundo, o Porto quase conquistou Tríplice Coroa naquele ano, por conta de derrota na final da Taça de Portugal.

A maioria dos jogadores da equipe eram portugueses, de uma geração que seria quarta colocada na Copa de 2006 e vice-campeã da Europa naquele mesmo ano de 2004, jogando em casa. Além dos lusos, alguns brasileiros e outros poucos estrangeiros completavam o elenco. Entre os portugueses, destacavam-se o goleiro Vítor Baía, já com passagem pelo Barcelona; Ricardo Carvalho, zagueiro que jogaria por Chelsea e Real Madrid depois disso; Costinha, volante que jogaria depois pelo Atlético de Madri; Sérgio Conceição, meia e ponta, que passaria por Lazio, Parma e Internazionale; Bosingwa, lateral direito que jogaria anos no Chelsea; Maniche, meia que seria importantíssimo para a seleção lusa, e com passagens por Chelsea, Atlético de Madri e Internazionale; e por fim, o brasileiro naturalizado Deco, que ainda jogaria por Barcelona e Chelsea na Europa. Ao fim desta temporada, o clube ainda contraria o zagueiro Pepe, outro brasileiro naturalizado, que hoje é titular do Real Madrid.

Mourinho era o comandante daquele surpreendente Porto – Alex Livesey/Getty Images

Entre os brasileiros, destaque para dois nomes. Derlei, que estava em fase artilheira no clube naquele ano, e Carlos Alberto, jovem revelação do Fluminense que tinha sua primeira experiência na Europa e era muito elogiado por José Mourinho. Chegou no meio da temporada europeia daquele ano e foi importante para a conquista do Porto. Entre os outros estrangeiros, destaque para o sul-africano Benni McCarthy, o lituano Jankauskas e o meia russo, Alenichev.

No português, o Porto sobrou. Em 34 partidas, foram 25 vitórias, sete empates e apenas duas derrotas, com 82 pontos, oito a mais que o vice-campeão Benfica e nove a mais que o terceiro colocado Sporting. McCarthy, com 20 gols, foi o artilheiro do torneio. Derlei, com 12 gols, foi o sexto artilheiro.

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Na Taça de Portugal, o clube ficou perto do título e de ficar com a Tríplice Coroa daquela temporada. Mas final contra o Benfica, com derrota de 2 x 1, com gol de Simão Sabrosa na prorrogação, o título se foi.

Contudo, no mais importante, a Liga dos Campeões, o time fez bonito, passando por adversários duros e conquistando o torneio. Na fase de grupos com Partizan-SER, Real Madrid-ESP e Olympique de Marselha-FRA, o time luso passou com o segundo lugar da chave, atrás apenas do Real. Foram duas vitórias contra o time francês, um empate na Sérvia contra o Partizan, e uma vitória no Porto, além de um empate em 1 x 1 contra o Real, em Madri. A única derrota foi no Porto, contra o Real Madrid, logo na segunda rodada, ainda em 2003, por 3 x 1.

Jogadores do Porto comemora a conquista da Liga dos Campeões – Shaun Botterill/Getty Images

Nas oitavas, o adversário era o temido Manchester United-ING. Em casa, vitória de 2 x 1. Na Inglaterra, o United vencia desde os 32 do primeiro tempo, com gol de Scholes, que daria a vaga aos ingleses. Contudo, aos 45 do segundo tempo, Costinha, aproveitando o rebote do goleiro após cobrança de falta, empatou o jogo e deu a vaga aos lusos.

O adversário das quartas de final seria o Olympique de Lyon, que estava em uma crescente. Em Portugal, vitória do Porto por 2 x 0. No jogo de volta, em Lyon, empate em 2 x 2, com dois gols de Maniche.

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Porto,da Liga dos Campeões de 2003/2004 – Vitor Baía, Jorge Costa, Nuno Valente, Ricardo Carvalho e Costinha; Deco, Alenichev, Maniche, Carlos Alberto, Paulo Ferreira e McCarthy – Reprodução

Na semifinal, o rival era o surpreendente Deportivo La Coruña, que havia goleado o Milan, após ter sido goleado. No último jogo do torneio no estádio do Dragão, empate sem gols. Na Espanha, no entanto, o Porto fez 1 x 0, com gol de Derlei, de pênalti, aos 15 do segundo tempo.

A final seria contra o também surpreendente Monaco-FRA, na cidade de Gelsenkirchen, no estádio do Schalke 04. E na final o Porto passeou. com gols de Carlos Alberto, Deco e Alenichev.

Ainda naquele ano de 2004, o clube se reforçaria com Ricardo Quaresma, o grego campeão da Europa Seitaridis, o meia revelação do Santos, Diego e o centroavante que brilhara no São Paulo, Luís Fabiano. Essa equipe conquistaria a Supercopa de Portugal, na abertura da temporada 2004/2005 e venceria o Mundial de Clubes contra o Once Caldas-COL, nos pênaltis, após empate sem gols nos 120 minutos do último Mundial neste formato.

Após conquista, o Porto se remontou – Contra Chelsea na Liga de 2004/2005 – Nuno, Jorge Costa, Areias, Pedro Emanuel e Costinha; McCarthy, Luís Fabiano, Derlei, Diego, Maniche e Seitaridis – Phil Cole/Getty Images

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