Testemunha afirma que pagou R$ 8,8 milhões para Marin

Propina foi paga em fraude para obtenção de direitos de transmissão de competições

Por Estadão Conteúdo - 16 nov 2017, 17h13

O empresário Alejandro Burzaco, argentino ex-CEO da empresa Torneos y Competencias, disse no Tribunal do Brooklin, em Nova York, nesta quinta-feira, que pagou 2,7 milhões de dólares (cerca de 8,8 milhões de reais) ao ex-presidente da CBF, José Maria Marin. A testemunha-chave no processo afirmou também que Marin ganharia outros 6 milhões de reais se o esquema de fraude para obtenção de direitos de transmissão de competições, como a Copa Libertadores e a Copa do Brasil, não tivesse sido descoberto.

Burzaco disse ainda que a empresa pagou 4,5 milhões de dólares em suborno (17 milhões de reais) ao ex-presidente da Conmebol, o paraguaio Juan Angel Napout, além de 3,6 milhões de dólares (11,8 milhões de reais) ao ex-presidente da Federação Peruana, Manuel Burga. O peruano, aliás, teve os termos de sua prisão domiciliar endurecidos pela juíza Pamela Chen, depois de ter ameaçado o empresário argentino durante a sessão de segunda-feira do tribunal.

Presidente da CBF entre os anos de 2012 e 2014, José Maria Marin nega ter recebido qualquer dinheiro indevido. O ex-cartola aguarda o seu julgamento em prisão domiciliar em Nova York.

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