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Técnico da Juventus se envolve em polêmica com carteiros na Itália

Maurizio Sarri disse que treinador que não aceita críticas “deveria trabalhar nos Correios”. Empresa, então, rebateu o treinador

Por Da Redação Atualizado em 12 fev 2020, 18h51 - Publicado em 12 fev 2020, 18h47

O técnico Maurizio Sarri, da Juventus, se envolveu em uma insólita confusão nesta quarta-feira, 12, devido a uma declaração sobre as pressões sofridas por um treinador de elite. Um dia antes, ao comentar sobre as críticas que recebe, ele disse que “se não quisesse ter seu trabalho avaliado, deveria trabalhar nos Correios”. A Poste Italiane, prestadora de serviços postais do país, não deixou barato e publicou uma longa resposta em suas redes sociais.

“Convidamos Sarri a dedicar alguns minutos de seu precioso tempo para se informar de que a Poste Italiane é a maior empresa do país, escolhida por jovens licenciados como uma das empresas mais atraentes para se trabalhar, reconhecida entre as 500 maiores empresas do mundo, pela qualidade de vida no trabalho, que alcançou um dos melhores desempenhos do mercado de ações em 2019 e que ocupa a terceira posição entre as empresas italianas em todo o mundo em termos de imagem e reputação”, escreveu a empresa em suas redes sociais.

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A Poste Italiane ainda convidou Sarri a “conferir pessoalmente o trabalho diário em um dos 15.000 escritórios operacionais da empresa”. No último fim de semana, a Juventus de Sarri perdeu a liderança do Campeonato Italiano – está empatada em 54 pontos com a Inter de Milão, mas perde nos critério de desempate.

  • Balotelli e Felipão em polêmicas semelhantes

    O episódio de Sarri lembrou outros dois casos envolvendo o também italiano Mario Balotelli e o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari. Em 2012, ao explicar sobre o motivo de não celebrar efusivamente seus gols, Balotelli se comparou aos profissionais da Poste Italiane. “O carteiro comemora quando entrega uma carta? É só o meu trabalho, por que eu deveria comemorar?”

    No mesmo ano, ao assumir a seleção brasileira, Felipão afirmou: “se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada”. Na época, tanto o BB quanto a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) repudiou as declarações do treinador. 

    “O Banco do Brasil lamenta o comentário infeliz do técnico Luiz Felipe Scolari e afirma que se orgulha por contar com 116 mil funcionários que todos os dias vestem a camisa do Banco, com as cores do Brasil, e trabalham com dedicação e compromisso para atender com excelência às necessidades de nossos clientes e do nosso país”, afirmou o Banco do Brasil, em comunicado.

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