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Sylvinho: ‘Alisson não aparece muito, mas é um dos melhores do mundo’

Em busca de nova oportunidade, treinador fez elogios ao camisa 1 do Liverpool, personagem de capa da PLACAR de julho

Por Da Redação - Atualizado em 4 ago 2020, 19h33 - Publicado em 4 ago 2020, 19h31

Enquanto os “misters” estrangeiros fazem sucesso no Brasil, o treinadores do país ainda buscam espaço na elite europeia. O ex-jogador Sylvinho, revelado no Corinthians e com passagens por Barcelona e Arsenal, é um deles. Aos 46 anos, ele vive na Europa em busca de novas oportunidades, quase um ano depois de ter sido demitido do Lyon. Em entrevista ao diário britânico The Guardian, ele falou sobre seus “mentores” (Arsene Wenger, Pep Guardiola e Tite) e avaliou atletas com quem trabalhou na seleção brasileira, no período em que foi auxiliar.

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Capa da Revista Placar da edição de Julho de 2020 Divulgação/Placar

Falando à imprensa inglesa, Sylvinho destacou a dupla de multicampeões do Liverpool. “Alisson e Firmino são pessoas humildes, sérias e trabalhadoras que unem uma equipe”, diz Sylvinho, que ainda fez mais elogios ao goleiro, que é capa da edição de julho de PLACAR. “Alisson é um dos melhores goleiros do mundo, mesmo que ele não pareça muito. Ele não sente a necessidade de dizer ao mundo ‘estou aqui’, não faz barulho nem ‘vende fumaça’, como dizem os espanhóis.”

Sylvinho detalhou o estilo de jogo de Firmino. “Quando comecei a trabalhar na seleção, Tite me enviou para assistir Firmino contra o Burnley e ele foi incrível. Você o vê jogando pela TV e pensa: ‘Sim, ele é muito bom’. Mas in loco? Uau. Eu saí de lá apaixonado. A bola está do outro lado e Firmino se mexe, a generosidade com a qual ele liga os companheiros de equipe, como ele nunca perde a bola, isso é incrivelmente difícil na Premier League. Se você disser ‘Eu quero 40 gols por temporada’, talvez ele não seja o atacante ideal, mas se quiser alguém completo, que abra espaços… ele é brilhante.”

Também fez elogios a Neymar – técnica, física e taticamente, é es-pe-tá-cu-lar e não nos deu um único problema” – e Dani Alves, um “obcecado pelo trabalho”. No período em que trabalhou na seleção brasileira, entre 2016 e 2019, Sylvinho era uma das peças-chave na comissão técnica formada por Tite. Além de auxiliar o comandante do Brasil na parte defensiva, ele havia sido apontado como o treinador da seleção olímpica para os Jogos de Tóquio-2020, mas acabou optando por aceitar a proposta do Lyon, que o demitiu após nova rodadas.

Ao Guardian, o ex-lateral disse não se arrepender da aventura na França e disse ter recebido uma mensagem de Arsene Wenger, seu treinador durante o período no Arsenal (1999 a 2001) o cumprimentando por ter deixado o Lyon “como um cavalheiro”. “Se eu pudesse ter 5% da humanidade que Wenger tem, eu ficaria satisfeito”, afirmou Sylvinho. Ele disse não sonhar com a vaga de treinador do clube de Londres, atualmente ocupada pelo espanhol Mikel Arteta, e abriu portas para clubes de Espanha, Itália, França e Portugal.

O técnico Tite conversa com os auxiliares Cleber Xavier e Sylvinho durante um treino aberto na Arena da Amazônia – 02/09/2017 Lucas Figueredo/CBF/Flickr

 

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