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Swansea se une a protestos antirracismo e anuncia boicote às redes sociais

Clube do País de Gales cobrou de chefes do Twitter e do Facebook punição rigorosa aos abusos e anunciou que ficará sete dias sem realizar nenhuma postagem

Por Da Redação Atualizado em 9 abr 2021, 19h43 - Publicado em 8 abr 2021, 12h24

Casos de racismo e o combate a eles têm sido cada vez mais constantes no futebol europeu. O Swansea City, clube do País de Gales com vasta experiência na Premier League e que atualmente disputa a segunda divisão inglesa, anunciou nesta quinta-feira, 8, um protesto contra o abuso e a discriminação nas redes sociais: uma semana sem realizar nenhuma postagem.

O Swansea informou que a partir das 17h locais, todos os jogadores, funcionários e canais oficiais do clube no Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn, YouTube, TikTok e Snapchat não exibirão nenhum conteúdo pelos próximos sete dias. O boicote cobrirá dois jogos do time, contra o Millwall, dia 10, e Sheffield, 13. A ação é uma resposta a diversos abusos raciais sofridos por atletas do elenco.

“Como um clube de futebol, vimos vários de nossos jogadores sujeitos a abusos abomináveis nas últimas sete semanas, e sentimos que é correto tomar uma posição contra um comportamento que é uma praga em nosso esporte e na sociedade em geral”, afirmou Julian Winter, presidente-executivo do Swansea.

Winter ainda cobrou um posicionamento do CEO do Twitter, Jack Dorsey, e do fundador, presidente e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg ao enviar-lhes uma carta para “reiterar a posição do clube e o desejo de ver as empresas de mídia social introduzirem policiamento e punições mais rigorosos para os culpados de abuso terrível e covarde que infelizmente se tornou muito comum.”

Não se trata de um caso isolado. Um dia antes, o Liverpool protestou contra o “abuso racial abominável” nas redes sociais contra Trent Alexander-Arnold, Naby Keita e Sadio Mané. O trio de atletas negros, que foram destaque em recentes campanhas vitoriosas do clube, foi ofendido por diversos internautas depois da derrota por 3 a 1 para o Real Madrid na Liga dos Campeões.

Diversos outros atletas da liga inglesa, como o brasileiro Fred, o inglês Marcus Rashford e francês Anthony Martial, do Manchester United, e o brasileiro Willian e o inglês Eddie Nketiah, do Arsenal, são vítimas constantes de racismo nas redes.

  • Em março, o ex-atacante Thierry Henry, ídolo do Arsenal e da seleção francesa, deletou suas contas em redes sociais em protesto à passividade das empresas de mídia social diante dos ataques  de contas anônimas que praticam racismo e bullying online.  As constantes reclamações vem pressionando as empresas de mídia social a lidar com o problema.

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    Outro caso recente de racismo ocorreu na liga espanhola. O defensor francês Mouctar Diakhaby, do Valencia, deixou a partida diante do Cadiz, no último domingo, alegando ter sido chamado de de “negro de m… pelo zagueiro adversário Juan Cala. Os atletas do Valencia também foram para os vestiários em apoio ao colega, mas acabaram retornando para não correr o risco de perder pontos. Clube e jogador cobraram investigação e punição rigorosa e receberam apoio de diversos atletas e entidades.

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