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Sochi, o paraíso subtropical da seleção na Copa da Rússia

Duas piscinas, SPA, praia privativa, temperatura agradável... Conheça o hotel que receberá a equipe brasileira no Mundial de 2018

De Sochi – Toda a Rússia amanheceu esbravejando contra a punição imposta pelo COI ao país para os próximos Jogos de Inverno, mas em Sochi, cidade onde ocorreu a última Olimpíada no gelo, o ambiente era de total tranquilidade. Longe do verão, quando a cidade fica tomada por turistas, os diversos resorts estavam praticamente vazios e o comércio às moscas nesta quarta-feira. No luxuoso Swissotel Resort Sochi Kamelia, os funcionários se despediram nesta manhã do técnico Tite, da seleção brasileira, já ansiosos por seu retorno, ao lado de Neymar e companhia.

Após mais dois dias de visitas para acertar os últimos detalhes, a equipe da CBF firmou o acordo com o hotel cinco estrelas para a disputa da Copa do Mundo de 2018. O time deve chegar a Sochi no dia 10 de junho, sete dias antes da estreia, diante da Suíça, em Rostov do Don. Nesta quarta, com pouquíssimos hóspedes ocupando seus mais de 200 quartos, o resort abriu as portas para um rápido passeio pelo quartel general do Brasil. De estrutura, o time não poderá reclamar.

O clima subtropical e a beleza do Mar Negro diante do CT foram alguns dos motivos que fizeram a CBF optar pela cidade, que receberá seis jogos da Copa – nenhum do Brasil. No Mundial, a temperatura deve rondar os 30° C (nesta tarde, esteve perto dos 5° C). O hotel tem duas piscinas, uma enorme, aquecida, e outra, infantil, que só funciona no verão. Os atletas ainda poderão relaxar no SPA, que contém diversas saunas, jacuzzi e serviço de massagem. Em seus quartos, terão uma banheira, um chuveiro, máquinas de café e dois grandes armários, entre outros mimos.

Hotel da seleção brasileira em Sochi, na Rússia

Um dos quartos do hotel da seleção (Luiz Felipe Castro/VEJA.com)

Em uma novidade em relação às últimas Copas, a CBF permitirá a presença de familiares em Sochi – mas ficarão hospedados em outro hotel, com custos pagos pelos próprios jogadores, e poderão curtir as atrações do Swissotel Kamelia, como a praia privativa ou a quadra de tênis, nas folgas dos atletas. O hotel não será exclusivo da CBF durante o Mundial, mas algumas áreas poderão ser fechadas para os atletas em determinados dias.

Aparelhos importados

A academia tem aparelhos modernos, mas não é grande o suficiente para receber um time de futebol inteiro. Por isso, o coordenador de seleções Edu Gaspar revelou, ainda em Moscou, antes do sorteio dos grupos, que a CBF enviará aparelhos da Granja Comary a Sochi e pretende montar uma espécie de “centro de recuperação” , possivelmente em uma das suítes presidenciais.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018

Um dos funcionários do hotel, muito solícito e empolgado com a presença do Brasil no local – “Assim que a Rússia for eliminada, o que não deve demorar muito, vou torcer para vocês ganharem”, brincou, em inglês –, mostrou um percurso de caminhada dentro do hotel. Por um dos trechos, repletos de flores (as camélias colorem o local no verão, daí o nome do hotel), os atletas caminharão cerca de cinco minutos até chegar aos dois campos de treinamento, fora do resort.

Hotel da seleção brasileira em Sochi, na Rússia

Hotel onde a seleção brasileira ficará na Copa tem mais de 200 quartos (Luiz Felipe Castro/VEJA.com)

Tanto o estádio, com capacidade para pouco mais de 10.000 pessoas, quanto o campo anexo pertencem à prefeitura de Sochi e estavam abandonados desde que o clube da cidade entrou em crise. Ambos estavam em obras: os gramados serão trocados para atender às exigências da seleção brasileira e cadeiras coloridas serão instaladas.

Em torno dos campos, há uma linha de trem, viadutos e avenidas e também altos prédios. A comissão técnica sabe que será impossível evitar os olhares externos em Sochi, mas acredita que a imprensa respeitará os eventuais pedidos de Tite por treinos fechados. E também não se importa com a possibilidade de adversários se pendurarem nas pontes ou instalarem câmeras para “espionar” as jogadas ensaiadas do time.

“Se ficarmos pensando em colocar cobertura no campo, em quem vai estar nos vendo, nós não vivemos. Temos problemas muito mais importantes para focar nossas energias’, disse Edu Gaspar, ainda em Moscou.

Hotel da seleção brasileira em Sochi, na Rússia

Estádio municipal onde a seleção treinará está sendo reformado (Luiz Felipe Castro/VEJA.com)