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Sem cartilha nem medo de espiões: a seleção ‘humanizada’ de Tite

Coordenador Edu Gaspar confirmou que equipe ficará hospedada na aprazível Sochi durante o Mundial, com familiares por perto

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 22 fev 2018, 12h16 - Publicado em 30 nov 2017, 10h36

De Moscou – “O Tite é um bom psicólogo”, brincou o coordenador da CBF Edu Gaspar para justificar a ausência de um profissional da área na delegação da seleção brasileira na Copa do Mundo do ano que vem. Gerir um grupo é uma das especialidades da atual comissão técnica, que planeja “humanizar” o ambiente na concentração durante o Mundial na Rússia. Nesta quinta-feira, um dia antes do sorteio dos grupos, Gaspar recebeu a imprensa brasileira em seu hotel na gelada Moscou, para explicar como será a preparação da equipe até o início do torneio, em junho do ano que vem. 

Edu Gaspar confirmou que a seleção ficará hospedada em Sochi, cidade litorânea banhada pelo Mar Negro, a mais de 1..600 quilômetros de da capital russa. A principal novidade será a presença de familiares, bancada pelos próprios jogadores, num hotel próximo. Haverá liberdade de encontros nas folgas. 

“Familiares não vão estar juntos, mas vão estar próximos. Temos de humanizar um pouco o nosso dia a dia, deixar os filhos baterem bola depois do treino, isso faz bem. Quando eu era jogador, o convívio na seleção sempre foi bom, mas pode ficar melhor”, comentou o coordenador. 

Edu garantiu que, ao contrário do que ocorreu em Copas anteriores, não existe “cartilha” no time de Tite. “Só queremos conviver bem, os atletas hoje sabem o que pode e o que não pode. Não podemos ficar amarrados demais à regras, os atletas são conscientes.” Mas garantiu que não haverá farra semelhante ao que ocorreu em 2006. “São coisas distintas. (…) Mas na folga o jogador faz o que quiser.”

Despreocupado com ‘espiões’

Questionado sobre o fato de o campo de treinamento da seleção em Sochi ser embaixo de um viaduto, o que impossibilita “treinos fechados”, já que será fácil filmar as atividades de cima, Edu deu de ombros. “Eu acredito no respeito entre nós e a imprensa. Se nós pedirmos um treino fechado, acredito que vá haver compreensão. E nós nunca nos preocupamos com isso.”

Em tempos de “drones” e as mais variadas técnicas de “espionagem”, Edu acredita que isso não traria nenhuma desvantagem à seleção. “Se nós ficarmos pensando em colocar cobertura no campo, em quem vai estar nos vendo, nós não vivemos. Temos problemas muito mais importantes para focar nossas energias.”

Tite e Edu Gaspar
Tite e Edu Gaspar durante treino em Londres, onde a seleção fará preparação em 2018 Lucas Figueiredo/CBF

Calendário de preparação

A seleção já tem dois amistosos confirmados, contra Rússia, no país da Copa, e Alemanha, em Berlim, em 23 e 27 de março, e pretende fazer mais dois ou três (um no Maracanã, para se despedir da torcida, e ao menos um na Inglaterra). “Gostaríamos de fazer um jogo no Rio, uma coisa educada, para chamar o povo num espírito de ‘vamos todos juntos'”

A seleção da Copa se apresentará em 21 de maio e chegará à Rússia dez dias antes da estreia, a pedido do departamento físico. Antes de partir para Sochi, a equipe ficará cerca de dez dias em Londres, onde estreará o moderníssimo centro de treinamento do Tottenham que ainda será inaugurado. “E estrutura lá é maravilhosa, é mais que 5 estrelas”, comentou Edu. 

 

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