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Técnico da seleção inglesa feminina é demitido por machismo

Mark Sampson foi dispensado por "comportamento inaceitável" praticado em clube que treinou antes de chegar à equipe nacional

Por Da redação - Atualizado em 20 Sep 2017, 19h45 - Publicado em 20 Sep 2017, 19h20

O técnico da seleção inglesa feminina de futebol, Mark Sampson, foi demitido nesta quarta-feira por “comportamento inapropriado e inaceitável”, segundo a Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês). A demissão se deve ao comportamento de Sampson com as jogadoras do clube que comandava antes de chegar à seleção.

Uma investigação apontou a conduta inadequada do técnico na época em que comandava o Bristol – ele deixou o clube em 2013 para assumir a seleção. Sob o seu comando, o time nacional inglês obteve seu melhor resultado numa Copa do Mundo, com o terceiro lugar em 2015.

De acordo com o governo inglês, as conclusões a que chegou a investigação revelaram “questões muito sérias”. Nem o governo nem a FA deram detalhes sobre a conduta do treinador, que já era acusado de racismo em um caso específico por uma jogadora. Mas a imprensa britânica apontou atos de machismo e bullying de Sampson quando conduzia o Bristol.

As denúncias contra o treinador datam da época em que conduzia a equipe anterior, mas inicialmente a FA minimizou seu histórico, com a justificativa de que uma avaliação antes da Copa de 2015 determinou que ele “não oferecia risco ao trabalho do grupo”. E que o treinador foi aconselhado a entrar num programa para “enfatizar as fronteiras profissionais adequadas ao trabalho de treinador”.

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O resultado das investigações acabaram causando constrangimento à FA em razão das denúncias que se acumularam contra o técnico. A principal era de racismo, constrangimento e bullying contra a atacante inglesa Eni Aluko. Duas avaliações acabaram fazendo Sampson escapar de qualquer punição deste caso.

Martin Glenn, diretor executivo da FA, afirmou nesta quarta-feira que “nenhuma lei foi quebrada”, sem entrar em detalhes. “Sabemos que durante sua passagem pelo Bristol, Mark extrapolou as fronteiras profissionais entre técnico e jogador”, declarou o dirigente.

(Com Estadão Conteúdo)

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