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Seleção egípcia perdoa e reintegra meia acusado de assédio sexual

Campanha de colegas da seleção fez com que jogador voltasse ao time

Por Estadão Conteúdo - 28 jun 2019, 12h13

Dois dias depois do anúncio de sua expulsão da seleção do Egito, que disputa em casa a Copa Africana de Nações, por conta de acusações de assédio sexual, o meia Amr Warda foi perdoado e reintegrado ao time. O jogador se desculpou e uma campanha de colegas, inclusive do atacante Mohamed Salah, fez com que a Federação Egípcia de Futebol (EFA, na sigla em inglês) reconsiderasse a sua decisão.

O retorno foi anunciado nas redes sociais pelo vice-presidente da EFA, Ahmed Shobier, na noite de quinta, 27, depois de uma visita do ministro dos Esportes do Egito ao local onde a seleção se encontra concentrada, na capital Cairo.

Amr Warda, que atuou durante os últimos 20 minutos do jogo no qual o Egito derrotou o Zimbábue por 1 a 0, na última sexta-feira, 21, no Cairo, em sua estreia na Copa Africana de Nações, foi expulso da equipe nacional na quarta-feira, 26, após ter sido acusado de assédio sexual.

Recentemente, várias mulheres denunciaram que foram alvo deste tipo de prática criminosa supostamente cometida pelo jogador de 25 anos. Elas mostraram comentários obscenos que teriam sido feitos contra elas pelo atleta na internet.

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Com duas vitórias – a outra foi contra a República Democrática do Congo (ex-Zaire) -, o Egito se classificou antecipadamente às oitavas de final da Copa Africana de Nações. A seleção encerrará a fase de grupos contra Uganda, neste domingo, 30, no estádio Internacional, no Cairo.

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