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Seleção de Tite coloca discurso à prova em ‘decisão’ contra a Costa Rica

Time brasileiro decepcionou na estreia e terá nova chance de se mostrar 'mentalmente forte' nesta sexta, em São Petersburgo

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 22 jun 2018, 08h32 - Publicado em 21 jun 2018, 17h55

SÃO PETERSBURGO – O empate contra a boa seleção da Suíça no primeiro jogo não foi nenhuma tragédia, mas a seleção brasileira sabe que não pode mais vacilar na primeira fase da Copa do Mundo. Nesta sexta-feira, às 9 horas (de Brasília), o time enfrenta a Costa Rica, em São Petersburgo, e tem a chance de colocar em prática o discurso que Tite vem repetindo à exaustão. Apesar de pregar a todo momento que sua equipe está “mentalmente forte” para disputar o título, o treinador admitiu que tanto ele quanto os atletas foram traídos pela ansiedade na estreia. Nada grave, ainda mais para um time e um técnico com tantos créditos. Mas o Brasil não pode mais falhar.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo de 2018

“Sou humano, também estava na expectativa do primeiro jogo. Hoje tenho foco maior, abstração maior”, disse Tite na entrevista da véspera. “A Costa Rica perdeu na estreia, tem pressão dos dois lados. Logicamente, o empate nos trouxe uma responsabilidade maior, mas não vamos vencer de qualquer maneira, temos uma estratégia. Estamos tranquilos para fazer uma grande partida”, afirmou Thiago Silva, que voltará a ser o capitão do time.

  • Apesar de ter identificado um problema no meio-campo, que acelerou demais o jogo e circulou pouco a bola, Tite manteve o ataque que atuou na estreia, com Willian, Philippe Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus, citando “coerência” como justificativa. “Faremos ajustes, temos de ser efetivos, transformar as oportunidades em gol e continuar proporcionando poucas chances ao adversário.”  O técnico, no entanto, teve de realizar uma mudança de última hora: o lateral-direito Danilo sofreu uma lesão muscular no quadril no treino desta quinta e será substituído por Fagner. 

    Em campo, os holofotes se voltam novamente para Neymar, que demonstrou incômodo com o excesso de pancadas na estreia e chegou a ficar fora de treinos por dores no tornozelo. Segundo Tite, seu camisa 10 está em plenas condições de atuar. “Não é sacrifício, é um processo evolutivo, são etapas que tu apressa, mas está dentro do cronograma.”

    Costa Rica aposta em “desequilíbrio’ do Brasil

    Goleiro Navas é o destaque do time David Gray/Reuters

    Surpresa da última Copa, na qual eliminou Itália, Uruguai e Inglaterra e só parou na Holanda nas quartas de final, a Costa Rica, 23ª colocada do ranking da Fifa, não tem mais a força de quatro anos atrás. Os destaques seguem sendo o goleiro Keylor Navas, multicampeão com o Real Madrid, e o meia Bryan Ruiz, do Sporting. O time da América Central perdeu para a Sérvia por 1 a 0 na estreia, mas confia em um bom resultado contra o Brasil para seguir sonhando no Grupo E.

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    O técnico Óscar Ramírez manterá um esquema com cinco defensores, formação bastante estudada pela comissão de Tite, e fará apenas uma mudança no time: Oviedo no lugar de Calvo na ala esquerda. Ramírez admitiu que se conformaria com o empate, mas disse que seu time pode se aproveitar de uma possível descontração do favorito Brasil. “Eles, às vezes, deixam o setor defensivo para buscar o contra-ataque, e isso pode nos dar o momento oportuno de ganhar”, disse. “A bola parada pode ser uma arma. Eles também têm de buscar o resultado, e podem se desequilibrar, nos dar algumas chances.”

    Os times se enfrentaram duas vezes em Copas do Mundo, ambas com vitórias brasileiras: 1 a 0 em 1990, na Itália, (com Ramírez atuando como jogador) e por 5 a 2, em 2002, na Coreia do Sul.

    Escalações de Brasil x Costa Rica:

    Brasil: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho e Philippe Coutinho; Willian, Neymar e Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

    Costa Rica: Navas; Gamboa, Acosta, González, Duarte e Oviedo; Guzmán, Borges, Ruiz e Campbell; Ureña. Técnico: Óscar Ramírez.

     

     

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