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Seleção brasileira teme novos casos de caxumba

Médico Rodrigo Lasmar admitiu que há riscos de o atacante Richarlison ter transmitido a doença a colegas

PORTO ALEGRE- O caso de caxumba que afastou Richarlison da seleção brasileira pegou a todos na CBF de surpresa e preocupa o departamento médico da equipe. Depois da classificação à semifinal da Copa América, nos pênaltis, diante do Paraguai, o médico Rodrigo Lasmar revelou o risco de que outros atletas tenham sido infectados. Ele explicou que a doença demora alguns dias para se manifestar e que, por isso, é possível que Richarlison tenha traanmitido caxumba a algum colega.

“O grande problema é que três dias antes dos sintomas aparecerem, o Richarlison já poderia estar transmitindo a doença. Todos os cuidados estão sendo tomados, vamos vacinar toda a deleção e o Richarlison segue em isolamento justamente para não correr esse risco. Mas é possível que ele tenha contaminado alguém”, afirmou o médico na zona mista da Arena do Grêmio, já na madrugada desta sexta-feira, 28.

O zagueiro Thiago Silva chegou a rir ao ser questionado sobre o tema, mas confirmou a preocupação geral. “O departamento médico já deu uma atenção a todo grupo. Parece que o Richarlison já havia pegado a caxumba dias atrás, então não sabemos quem está contaminado e quem não está. Mas esperamos que, se alguém esteja, que se manifeste só depois da final. E que o Richarlison possa voltar para nos ajudar.”

Lasmar explicou que Richarlison não será cortado, mas permanecerá alguns dias no hotel em Porto Alegre, acompanhado de um médico especialista em infecções e de funcionários da CBF, até que não haja mais risco de contagio. “Não há mais nada a ser feito, é como uma virose. Os únicos cuidados são isolamento e vacinação.”

O médico disse que há chances de o atacante voltar a atuar já na semifinal, marcada para o dia 2 de julho. “Como ele já havia sido vacinado na infância, ele teve um quadro menos exuberante, não teve nenhuma queixa, febre, mau-estar, cansaço, nada além da dor no pescoço, ele não terá nenhuma perda física grande.”