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Ronaldinho Gaúcho no time de Maradona? Mais uma fake news

Jornal argentino especulou possível negociação com Gimnasia La Plata, mas objetivo do astro brasileiro é apenas deixar prisão domiciliar no Paraguai

Por Alexandre Salvador, Luiz Felipe Castro - 26 jun 2020, 13h59

Ronaldinho Gaúcho não atua profissionalmente desde setembro de 2015, quando deixou o Fluminense após passagem mais que discreta, e segue cumprindo prisão domiciliar em um hotel em Assunção, no Paraguai, ao lado de seu irmão e empresário Roberto Assis, sob acusação de ter entrado no país com documentos falsos e investigado por outras ilegalidades. Ainda assim, os eternos rumores de uma possível volta aos gramados do ex-jogador de 40 anos não cessam. Nesta sexta-feira, 26, o diário argentino El Dia informou que Ronaldinho deseja atuar no Gimnasia La Plata, equipe hoje dirigida por Diego Armando Maradona, com quem mantém boa relação.

A própria publicação de La Plata informa que não houve qualquer tipo de contato entre as partes. Cita apenas que pessoas “chegadas” a Ronaldinho revelaram o seu desejo de ser treinado por Maradona. O El Dia nem sequer cita que Ronaldinho segue detido. A PLACAR, o advogado Sérgio Queiroz, que representa a dupla Ronaldinho e Assis no Brasil, garantiu que tudo não passa de “fake news”.

“Não houve contato, nem agora, nem nunca. Ronaldinho já disse que se aposentou dos gramados. Em época de coronavírus a galera fica sem notícia e inventa coisas”, garantiu. O advogado informou que os irmãos Assis apresentaram em maio um recurso citando a nulidade processual do caso, ou seja, a ilegalidade da prisão, e o imediato livramento dos irmãos. Não há prazo para o julgamento deste recurso.

ALGEMADOS – O ex-craque com o irmão Assis: o juiz os deteve para impedir a fuga para o Brasil Norberto Duarte/AFP

Ronaldinho e Assis estão há 114 dias detidos no Paraguai. Os dois chegaram à Assunção em 4 de março para participar de eventos e, dois dias depois, foram presos. Primeiro passaram 32 dias na carceragem da Agrupação Especializada da Polícia Nacional, onde Ronaldinho praticava esportes diariamente com outros detentos. Depois, após depositaram em juízo uma fiança de 1,6 milhão de dólares, foram transferidos para prisão domiciliar, que segue sendo cumprida em um hotel da capital do país vizinho.

Uma eventual soltura de Ronaldinho e Assis sequer tem previsão de acontecer, apesar dos recursos solicitados pela defesa, pois a Justiça paraguaia não tem prazo legal para responder tais solicitações. “A prisão é injusta, ilegal e arbitrária. O único ilícito foi a utilização de passaporte com conteúdo adulterado. E sem má-fé. Não se sabia que o conteúdo havia sido adulterado. A prova pericial foi clara no sentido de que não se tinha ciência de que os passaportes tinham sido adulterados”, argumentou Sérgio Queiroz, em entrevista recente a PLACAR.

O Ministério Público do Paraguai se esforça para comprovar a ligação entre os dois brasileiros e a empresária Dalia López, responsável pelo convite aos irmãos para participar de eventos no país, e quem teria solicitado a confecção dos documentos falsificados. A paraguaia havia feito um acordo para se entregar às autoridades, mas não o cumpriu e segue foragida. Segundo fontes próximas à investigação, a manutenção da prisão de Ronaldinho e Assis seria uma estratégia da acusação para forçar Dalia a se entregar.

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