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Rogério Caboclo assume a presidência da CBF: ‘Sou independente’

O novo mandatário alegou que não receberá influência externa durante seu mandato

Rogério Caboclo assumiu oficialmente na tarde desta terça-feira, 8, a presidência da Confederação Brasileira de Futebol. O paulista, de 46 anos, foi empossado para um mandato de quatro anos, depois de ter passado mais de um ano como mandatário interino do futebol brasileiro. Além do lançamento do novo uniforme da seleção brasileira e mudança no escudo da entidade, Caboclo prometeu ‘integridade e independência’.

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Eleito em abril do ano passado após articulação de Marco Polo Del Nero, banido do futebol pela Fifa, Caboclo procurou mostrar isenção em seu discurso. “Quero deixar claro minha total independência, dentro dos limites estatutários, para fazer tudo aquilo que eu acredito. Não vou tolerar nenhuma prática duvidosa. Meu mandato terá dois pilares: integridade e eficiência”.

Vinícius Júnior posa para foto com a nova camisa da Seleção Brasileira (//Divulgação)

O discurso teve como base o desvio dos desgastes que a CBF enfrentou no últimos anos. Devido à escândalos de corrupção, o ex-presidente José Maria Marin está preso nos Estados Unidos e os ex-mandatários Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Neto não deixam o país por medo de serem presos.

A posse de Caboclo veio com diversas mudanças no futebol. Ele prometeu abrir espaços ‘relevantes’ para ex-atletas, sendo assim, anunciou o ex-jogador Sylvinho como técnico da seleção que irá disputar as Olimpíadas de Tóquio, em 2020. O também ex-jogador Juninho Paulista foi nomeado como Diretor de Desenvolvimento do Futebol Brasileiro e o ex-árbitro e agora comentarista Leonardo Gaciba assumirá a presidência da Comissão Nacional de Arbitragem.

Dentre as mudanças na estrutura do futebol, Cabloco prometeu a construção de um Centro de Desenvolvimento do Futebol Brasileiro, com mais de 100 mil metros quadrados. Além disso, ele se comprometeu em discutir a alteração do calendário do futebol nacional, limitando as datas de campeonatos estaduais e cancelando rodadas dos torneios nacionais durante das Datas Fifa. “Construiremos esse caminho com diálogo, respeitando os interesses de todos os envolvidos, mas com firmeza de propósito”, finalizou.

A chegada de Caboclo na CBF

O dirigente chegou à CBF em 2014 pelas mãos de Marco Polo Del Nero, que assumiria a presidência da entidade no ano seguinte, mas não terminaria o mandato. A função de Caboclo não era lidar diretamente com o futebol, mas sim colocar a gestão da entidade em ordem, como CEO.

Com o afastamento de Del Nero, o coronel Antônio Carlos Nunes de Lima – paraense que se tornara vice da CBF representando a região Sudeste, após um acordo costurado junto a presidentes de federações estaduais – se tornou presidente. Mas nunca exerceu de fato a função. Quem comandou a entidade desde então foi o próprio Rogério Caboclo, responsável inclusive por renovar o contrato de Tite na seleção brasileira, em julho do ano passado.

(Com Estadão Conteúdo)