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Reunião entre pai de Messi e Barcelona termina sem acordo

Partes deixaram claros seus objetivos: o jogador quer sair, enquanto o clube não admite negociá-lo

Por Da Redação Atualizado em 2 set 2020, 17h16 - Publicado em 2 set 2020, 17h15

A novela sobre o futuro de Lionel Messi não deve terminar nesta quarta-feira, 2. Seu pai e agente, Jorge Messi, se reuniu com o presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu no Camp Nou e o primeiro encontro terminou sem acordo. Segundo informações de diários locais, como o Sport, a reunião foi “cordial” e ambas as partes deixaram claros os seus objetivos: Messi quer sair, enquanto o clube não admite negociá-lo.

Lionel Messi não participou do encontro, apenas seu pai, seu irmão Rodrigo, e seu advogado, Jorge Pecur. O camisa 10, maior ídolo da história do clube, não se reapresentou aos treinos desta semana e segue em silêncio, uma semana depois de enviar um fax avisado o clube sobre seu desejo de mudar de ares.

Jorge Messi desembarcou nesta quarta-feira, 2, na Catalunha e foi perseguido por jornalistas que descobriram até o que ele almoçou – mas não mais que pequenas pistas sobre as chances de o craque seguir ou não no Barcelona. No aeroporto, Jorge Messi se limitou a dizer que não sabia de nada. Depois, ao chegar a seu escritório, onde conversou com advogados, falou brevemente com o canal Cuatro e deu boas manchetes para os jornais do país. Questionado sobre a possibilidade de Messi permanecer no Barça, disse que era “difícil”.

Jorge Messi também disse não saber se o Manchester City era uma boa opção e que “não falei com ninguém, não falei com Pep”, disse, citando Pep Guardiola, atual treinador do clube inglês, com quem Lionel Messi conquistou duas Ligas dos Campeões pelo Barcelona.

 

Há uma semana, um grupo de torcedores chegou a invadir o Camp Nou para exigir a renúncia de Bartomeu e prestar apoio ao ídolo argentino. Na ocasião, o secretário técnico do Barcelona, Ramón Planes, avisou, em tom conciliador, que a diretoria lutaria por uma “melhor solução” para manter Messi.

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    Messi chegou ao Barcelona aos 13 anos e jamais defendeu outro clube em sua carreira. Em 16 anos como profissional, se tornou o maior artilheiro da história do clube com 634 gols e ganhou 34 títulos, incluindo quatro das cinco Ligas dos Campeões da equipe.

    Em seu fax, o argentino avisou que quer se valer de uma cláusula, que permitiria uma rescisão unilateral ao fim da última temporada de seu contrato, para deixar o clube gratuitamente. O Barcelona, por sua vez, considera que a temporada terminou em junho (o que era o combinado antes da pandemia do coronavírus) e não abre mão do pagamento da multa rescisória de inatingíveis 700 milhões de euros (mais de 4 bilhões de reais).

    Diversos clubes já se movimentam para tentar tirar o argentino do Camp Nou. O Manchester City, do técnico Pep Guardiola e do atacante Kun Aguero, um dos melhores amigos de Messi, aparece como favorito, mas já avisou que não pretende disponibilizar seus principais jogadores para possíveis trocas. Inter de Milão e PSG aparecem como outros candidatos. A definição pode sair nas próximas horas, após a reunião entre Jorge Messi e Bartomeu.

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