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Raí defende Aguirre e diz que Carille quis criar ‘clima tenso’

Diretor-executivo do São Paulo considerou que treinador do Corinthians tentou desviar foco da vitória tricolor no Morumbi

Por Da redação - 26 mar 2018, 14h34

O desentendimento entre os técnicos Fábio Carille, do Corinthians, e Diego Aguirre, do São Paulo, foi assunto nesta segunda-feira no centro de treinamento da equipe tricolor. O diretor-executivo de futebol Raí convocou os jornalistas para falar sobre o tema e acusou o treinador do Corinthians de ter tentado desviar o foco da derrota por 1 a 0, na primeira partida da semifinal do Campeonato Paulista.

“Ontem vimos que tiveram alguns acontecimentos extracampo, essa coisa do Carille com o Aguirre. Foi uma coisa desnecessária tornar público algo que eles conversaram, nada sério, e que me pareceu uma tentativa de criar um clima tenso para o jogo de volta. Sabemos que lá no Itaquerão sempre existe esse clima tenso, existe um histórico. Claro que preocupa”, avaliou o ex-jogador, no CT da Barra Funda.

Raí defendeu seu treinador, chamado por Carille de “cara de pau”. “Ficou evidente que não existiu nenhuma falta de respeito, muito pelo contrário. O Aguirre é um dos treinadores mais elegantes e que mais respeitam que eu conheço. Tudo que está sendo comentado ao nosso lado é para criar um clima de jogo. Que seja bem jogado, uma grande decisão e um grande espetáculo.”

Confusão no Morumbi

Após a partida, Carille se mostrou chateado com o treinador adversário, que não o cumprimentou antes da partida. “Eu dei uma dura no Aguirre, sim, porque ele passou no início do jogo na minha frente, não me deu a mão e nem me cumprimentou. (…) Ele teve a cara de pau de falar que não me conhecia, que não me reconheceu. No intervalo cobrei isso dele quando o árbitro nos chamou. Fiquei muito chateado. Ele falar que não conhecia o técnico do Corinthians, 100 jogos pelo clube…”

Nos jogos em Itaquera, Carille tem o hábito de ir ao vestiário visitante e entregar ao treinador adversário a escalação do Corinthians e um presente do clube, como uma camisa ou um produto da loja do clube. Ele disse que irá manter o costume.  “Não tem nada de panos quentes para o próximo jogo. Ele vai ver o tratamento que vai receber lá na Arena. Vou até o vestiário levar um presente para ele.”

Questionado sobre as declarações de Carille, o treinador uruguaio negou má fé e criticou Carille por ter exposto a situação. “Fico surpreso que a primeira pergunta da coletiva seja uma coisa que aconteceu dentro de campo. Uma coisa normal, eu estava focado no jogo, estava pensando nas coisas do jogo. Eu não reconheci ele, é verdade, eu não estava pensando nisso. Em jogos internacionais, os treinadores se cumprimentam após a partida. Quando acabou o jogo eu fui falar com ele e pedi desculpas. Mas são coisas que ficam aqui. Eu nunca tive diferenças com nenhum treinador. Isso para mim acabou, fica aqui.”

O jogo decisivo acontece na quarta-feira, às 21h45, em Itaquera. O São Paulo, que não conquista o título desde 2005, joga por um empate para avançar à final.

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