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Promissora geração belga, enfim, vira realidade contra o Brasil

Apontado há anos como uma das melhores do mundo, seleção saiu da Copa de 2014 sob desconfiança após campanha sem brilho; time iguala sua marca histórica

Por Da Redação - Atualizado em 6 jul 2018, 17h50 - Publicado em 6 jul 2018, 17h37

O triunfo sobre o Brasil por 2 a 1 em Kazan, nesta sexta-feira, 6, pela Copa da Rússia dá outro status àquela que já vem sendo cantada em prosa e versa há pelos menos quatro anos como uma ótima geração de jogadores, a melhor da história do futebol belga.

O time chegou com esse nível de expectativa ao Brasil na Copa de 2014 – foi inclusive cabeça-de-chave -, mas não brilhou. Avançou na fase de grupos com resultados pouco brilhantes (vitórias por um gol de diferença sobre Argélia, Rússia e Coreia do Sul), outra do mesmo tamanho sobre o fraco Estados Unidos nas oitavas (2 a 1 ) e caiu de forma incontestável diante da Argentina nas quartas de final – 1 a 0.

A campanha sem brilho deixou muita gente em dúvida sobre o quão talentosa realmente era essa geração belga e havia no ar uma pergunta se a seleção não era um pouco superestimada.

Naquele time de 2014, estavam o goleiro Courtois, os zagueiros Alderweireld, Vermaelen e Kompany, o lateral Vertonghen, os meias Fellaini, Witsel, Mertens e De Bruyne e os atacantes Lukaku e Hazard, entre outros.

Não há dúvida de que a geração chegou mais amadurecida e mais respeitada, com alguns de seus jogadores, como De Bruyne (Manchester City), Hazard (Chelsea) e Lukaku (Manchester United), sendo destaques no Campeonato Inglês, o de melhor nível no primeiro mundo do futebol.

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O espanhol Roberto Martínez é treinador do time desde agosto de 2016, após a decepcionante eliminação nas quartas de final da Eurocopa para o País de Gales, quando a equipe ainda era dirigida pelo ídolo Marc Wilmots, ex-jogador que enfrentou o Brasil nas oitavas de final da Copa de 2002.

Nas Eliminatórias para a Copa, enfrentou Grécia, Bósnia e Herzegovina, Estônia, Chipre e Gibraltar e se classificou em primeiro, com nove vitórias e apenas um empate contra os gregos. Foram 43 gols pró e seis contra.

Na Copa, o time chegou à semifinal com vitórias contra Panamá (3 a 0), Tunísia (5 a 2), Inglaterra (1 a 0), Japão (3 a 2) e agora sobre o Brasil. Joga no estilo 3-4-3 (três defensores, quatro meias e quatro atacantes), variando com o 3-4-2-1 com dois laterais atuando como alas avançados, um meio de campo muito técnico e um centroavante letal.

O ponto fraco é a defesa – tomou dois gols de Japão nas oitavas de final e sofreu para conseguir a virada, que só veio nos acréscimos -, apesar do bom goleiro Courtois, do Chelsea, que fez hoje grande partida contra o Brasil. O trio defensivo é formado por Alderweireld, Vertonghen e Kompany, todos atuando no Campeonato Inglês.

No meio de campo, Witsel e De Bruyne jogam como volantes. O segundo é craque do Manchester City jogando como meia, mas foi recuado no time belga, dando mais qualidade à saída de bola. Contra o Brasil jogaram no meio Fellaini, Meunier e Chadli. Na frente, Hazard e Lukaku.

A Bélgica chegou à Copa como a terceira seleção colocada no ranking da Fifa atrás apenas de Alemanha e Brasil nesta ordem. Deve sair maior do que entrou. De quebra, iguala a melhor marca do futebol belga em Copas, que foi chegar entre os quatro primeiros da competição na Copa de 1986 – foi eliminada na semifinal pela Argentina de Maradona.

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