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Presidente do Santos ataca CBF: ‘Conseguiu o que queria’

José Carlos Peres reclamou da mudança do mando de campo e da ausência do atacante Rodrygo em derrota para o Atlético-MG

Por Estadão Conteúdo - 7 jun 2019, 10h51

O presidente do Santos, José Carlos Peres, atacou a Confederação Brasileira de Futebol depois da eliminação do time nas oitavas de final da Copa do Brasil, em derrota de 2 a 1 para o Atlético-MG, no Pacaembu. O dirigente culpou a entidade pela queda em razão da mudança do local da partida e também por não liberar o atacante Rodrygo, convocado pela seleção olímpica do Brasil.

“Eu queria até fazer um agradecimento à CBF. Ela conseguiu o que ela queria: nós fomos desclassificados, porque nos roubaram o direito de jogar na Vila Belmiro, sim”, ironizou o presidente. Ele alegou que a intenção do clube era mandar o jogo na Vila Belmiro, e não no Pacaembu, como acontece nesta quinta-feira, 6.

“Mandamos um ofício para a CBF cinco dias antes da primeira partida. O artigo 13 diz que não pode mudar a partida depois que faz a primeira. Esse ofício chegou lá na CBF no dia 10 de maio. Falei que íamos perder jogadores. E ela não respondeu. Quando respondeu, foi porque não tinha prazo. A responsabilidade tinha que ser assumida. O jogo era na Vila Belmiro. Fizemos o pedido no dia 10 de maio”, reforçou Peres.

Peres lamentou a presença de apenas 16.857 torcedores no Pacaembu. O Santos costuma mandar jogos no local justamente para ter público maior e obter mais dinheiro com bilheteria. Ele ainda minimizou as reclamações da torcida quanto aos preços cobrados nesta partida.

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“Não dá para fazer futebol (sem cobrar ingressos mais caros). Quem paga salário? Então não vamos ter um time como o que nós contratamos. Temos um time forte. Esse primeiro ano sabia que teríamos dificuldade. É uma adaptação, é um esquema de jogo diferente. E nós estamos aí segurando para que nós tenhamos um time ofensivo. Esse tipo de reclamação não cabe, a gente respeita a torcida, mas o Santos joga 50% lá em Santos e 50% aqui, em São Paulo”, comentou.

“Um grande time vence no Pacaembu e vence na Vila Belmiro e vence no Maracanã. O Santos tem um tradição de jogar onde está o público, e o grande público hoje não esteve aqui, não compareceu infelizmente. Nós sabemos que existe uma crise no país, mas não justifica só 16.000 torcedores.”

O dirigente também reclamou da não liberação de Rodrygo, convocado para defender a seleção sub-23 no torneio Maurice Revello. Sem sucesso, o Santos tentou obter a dispensa da convocação principalmente porque o jogador está de saída do clube. No fim do mês, ele deve se apresentar ao Real Madrid, segundo acerto anterior entre os dois times.

“De quebra, convocaram o Rodrygo, que está indo para o Real Madrid. Ele já tem gabarito para ser chamado para a convocação do time A. E nos tiram a força nas competições. Por isso um agradecimento para ela (CBF), porque conseguiu o que ninguém esperava, que era nos desclassificar. Olha, nós estivemos no Rio, falamos com o diretor de competições, falamos sobre a questão do Rodrygo. Ele foi convocado para um torneio não oficial, os clubes não têm a obrigação de liberar o atleta. E mesmo a gente falando que não poderia ceder, ele foi convocado. O Santos foi prejudicado. Não estou aqui chorando derrota. Mas fomos prejudicados”, declarou.

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