Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Presidente do Grêmio explica ofensa; Héber promete medida

Romildo Bolzan não confirmou ter chamado árbitro de "careca vagabundo paranaense", mas pediu desculpas por "não se fazer entender"

Por Da redação Atualizado em 19 out 2017, 10h25 - Publicado em 19 out 2017, 10h21

O árbitro Héber Roberto Lopes se mostrou bastante aliviado ao deixar o Itaquerão na noite desta quarta-feira após o empate por 0 a 0 entre Corinthians e Grêmio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Chamado pelo presidente gremista Romildo Bolzan de “careca vagabundo paranaense” antes da partida, Héber reconheceu que estava pressionado e prometeu tomar uma medida contra o dirigente nesta quinta-feira.

“Foi um fardo que tiramos, mas a vida segue. Fim de semana tem rodada, arbitragem sempre está em um momento difícil, mas temos pessoas que nos dão suporte. Graças a Deus eu tenho uma experiência no futebol que proporcionou que eu ficasse tranquilo, e os jogadores também colaboraram.”, comentou o juiz, que não se envolveu em nenhum lance polêmico na partida.

Héber, de 45 anos, conversou com seu advogado após o jogo, mas ainda não decidiu sobre quais medidas irá tomar. “A partir de quinta-feira vou me inteirar, já tenho à disposição alguns advogados. Vou rever os fatos e me pronunciar. Tenho que me atentar ao que foi dito. A comissão nacional de arbitragem pediu para que eu me concentrasse apenas no jogo. A partir do momento que eu estiver com os advogados, vamos estudar e tomar uma decisão”, disse o experiente árbitro.

  • Explicações do presidente

    Romildo Bolzan, cujas ofensas foram publicadas em entrevista ao site da ESPN Brasil, também convocou entrevista após a partida para esclarecer o assunto – mas não conseguiu ser muito claro. O presidente do Grêmio não admitiu ter dito a frase, mas pediu desculpas ao jornalista por não “se fazer entender”.

    “Não estou admitindo que disse, porque o contexto foi de colocar em dúvida ou em suspeição de um árbitro que decorreu de um sorteio. O Héber não vinha de uma trajetória de bons jogos neste ano, ao contrário. Então, em respeito ao tamanho da partida, fiquei muito receoso por causa da arbitragem. Se alguém está errado, sou eu, que não me fiz pronunciar perfeitamente ao jornalista sobre o limite da entrevista”, disse Romildo.

    O dirigente disse que não teve a intenção de ofender Héber publicamente e deu a entender que pensava se tratar de uma conversa informal. “O limite da entrevista foi a manifestação de preocupação com a arbitragem. Todo o demais que aconteceu foi no limite de uma conversa privada. Quero pedir desculpas ao jornalista, porque não me fiz entender ou não me manifestei da maneira correta para o posicionamento do Grêmio. Não sei se aconteceu por causa disso, mas o Héber foi muito bem no jogo. O erro é meu, e o limite da matéria era aquele. Não tenho motivos para difamar uma pessoa que nem conheço pessoalmente.”

     

    Continua após a publicidade
    Publicidade