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Presidente da Associação Uruguaia de Futebol renuncia

Presidente alegou motivos pessoais e familiares, mas suspeita-se de que áudios comprometedores podem ser real motivo

Wilmar Valdez, presidente da Associação Uruguaia de Futebol, renunciou nesta segunda-feira em carta publicada pelas redes sociais da própria entidade. O dirigente alega motivos pessoas e familiares pela decisão, mas a decisão pode ter acontecido por causa da divulgação de áudios comprometedores. De acordo com o jornal Ovación, eles poderiam conter negociações políticas ilegais ou algo que comprometa a honra do presidente.

Valdez assumiu o comando da AUF em 2014. Durante o período em que dirigentes sul-americanos foram presos por envolvimento no escândalo chamado  de FifaGate. Ele chegou a presidir a Conmebol de maneira interina até a eleição do paraguaio Alejandro Domínguez.

Desta forma, concorrerão às eleições presidenciais da Associação nesta terça-feira somente o ex-presidente do Danubio, Arturo del Campo, e Eduardo Abulafia, favorito na disputa.

Por este meio, comunico minha renúncia ao cargo de presidente da Associação Uruguaia de Futebol.

Motivam essa decisão razões estritamente familiares e pessoais, que nada têm a ver com o contexto da atual situação eleitoral. Sobre este ponto e em virtude de uma série de especulações e rumores que se tornaram públicos nas últimas horas, desejo expressamente descartar que tenha existido qualquer pressão indevida, ameaça ou extorsão à minha pessoa com o objetivo de tomar essa decisão.

Pelo contrário, minha determinação e o momento em que a adoto, antes das eleições de amanhã, terça-feira, têm como objetivo trasladar os candidatos à presidência e os clubes votantes a mais absoluta liberdade para que debatam e acordem os rumos e quem serão os condutores da AUF nos próximos quatro anos.

Neste momento de sensações contraditórias, com a tranquilidade de retornar à vida tal como assumia antes de exercer o cargo, mas também com a nostalgia por uma etapa que afrontei com paixão e felicidade, quero agradecer especialmente à minha família, aos meus amigos e aos meus companheiros do Conselho Executivo, clubes e dirigentes, ao grupo de funcionários da AUF, ao corpo técnico das seleções nacionais, a todos os jogadores e jogadoras das seleções uruguaias e de todo o país, aos árbitros, aos treinadores, aos jornalistas e veículos, e a todo o maravilhoso povo uruguaio. Enfim, por todo apoio que recebi deles sempre e por sentir o futebol como nada no mundo.