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Prass se despede do Palmeiras e indica Mattos como responsável por saída

Goleiro deixou clara sua frustração por não poder encerrar a carreira no clube, mas recebeu homenagens e ressaltou as demonstrações de carinho da torcida

Por Da redação - Atualizado em 10 dez 2019, 15h44 - Publicado em 10 dez 2019, 15h41

O goleiro Fernando Prass encerrou nesta terça-feira, 10, uma história de sete anos, 274 jogos e três títulos que lhe valeram a condição de ídolo no Palmeiras. O jogador de 41 anos não teve seu contrato renovado e, em entrevista coletiva na Academia de Futebol, se despediu do clube e de sua torcida. Apesar de pregar carinho eterno ao Palmeiras, Prass reafirmou sua frustração por não poder encerrar a carreira na equipe e apontou, sem citar nomes, o ex-diretor de futebol Alexandre Mattos como responsável por sua saída.

“É difícil falar que esperava mais. O Palmeiras tem um planejamento. Sinceramente, a decisão de ficar ou não foi muito mais administrativa do que propriamente técnica”, comentou. Prass afirmou que já esperava a saída, pois avaliou que os concorrentes Jailson e Weverton estavam mais prestigiados.

“O antigo diretor (Alexandre Mattos) teve uma estratégia contratual que deixou meu destino selado. Pelo que se criou, eu mesmo achei que não tinha muitas possibilidades de eu permanecer aqui. Porque a última coisa que eu quero também é atrapalhar qualquer planejamento do clube.”

Apesar de evitar criticar o clube, Prass revelou incômodo com informações desencontradas. Segundo ele, enquanto a diretoria negava que Jailson tinha contrato para ficar no time em 2020, o próprio colega confirmou que já tinha vínculo assinado. “O planejamento que o Palmeiras me passou é de que, dos dois goleiros, um deles ficaria. Dois grandes goleiros, um tendo contrato, o outro não tendo, é muito dedutível, é fácil de se deduzir qual a probabilidade de um e de outro.”

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O jogador gaúcho, bicampeão brasileiro e herói na conquista da Copa do Brasil de 2015, ressaltou a identificação com a torcida e recebeu uma placa de agradecimento entregue pelo presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte. “Embora a gente seja profissional, remunerado para isso, esse carinho da torcida é absurdo. Porque com dinheiro se compra praticamente tudo, mas esse respeito, essa admiração, não compra. As demonstrações de carinho que recebi a partir de sábado, quando falei que iria sair, me surpreenderam.”

Prass, que atuou 11 partidas nesta temporada pelo Palmeiras, se vê em alto nível e garante que seguirá sua carreira em outro clube.  “Sempre disse que minha intenção era encerrar a carreira aqui no Palmeiras, que eu me vejo treinando em alto nível. Nos jogos que fui chamado a jogar, tive desempenho bom. Esperava encerrar a carreira aqui, mas isso não depende só de uma pessoa. A partir de hoje à tarde, começo a pensar no meu futuro”, finalizou.

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Treino do Palmeiras - Alexandre Mattos
Alexandre Mattos durante coletiva no Palmeiras Cesar Greco/Palmeiras/VEJA.com

 

 

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