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Por que Eduardo Baptista é a escolha certa ou errado do Palmeiras?

Antes de Eduardo, Nelsinho Baptista dirigiu o Palmeiras, mas não se deu bem

Eduardo Baptista parece ser o nome certo para o Palmeiras. Das opções dadas no momento, é o melhor nome. Moderno, com trabalhos bons por Sport e Ponte Preta, é uma aposta certa para o futuro.

O treinador teve um preparo muito bom em carreira. Fez bons trabalhos como preparado físico, aprendendo muito. Como treinador, foi campeão pernambucano e da Copa do Nordeste, além de conseguir acesso com o Sport, no mesmo 2013 em que o Palmeiras venceu a série B. Foi um dos rivais do Verdão naquele ano. Todavia, no Fluminense, único grande que dirigiu, não fez um bom trabalho. Mas a situação era outra. 

Pegou o time em crise no fim de 2015, mas quase levou à final da Copa do Brasil daquele ano. Perdeu para o próprio Palmeiras, nos pênaltis, na semifinal. Com começo ruim no Carioca, foi demitido no começo deste ano no Fluminense. Foi para a Ponte Preta, e preparou o time para fazer um Brasileiro regular, chegando a lutar por vaga na Libertadores em alguns momentos.

Agora, no Palmeiras, volta a ser uma aposta, mas com certa experiência por seu passado. Experiência maior que a de Roger Machado, por exemplo, que apesar do bom trabalho, dirigiu apenas o Grêmio, de quem foi assistente técnico antes. Por conta disso, a aposta natural e interessante para o Palmeiras seria Alberto Valentim, que por não ser efetivado dessa vez, pediu demissão e vai fazer seu primeiro trabalho profissional no Red Bull Brasil, já neste Campeonato Paulista.

Neste ano, o Corinthians já havia tentado a contratação do técnico, que não quis deixar a Ponte Preta. No entanto, o projeto do Palmeiras, campeão brasileiro, parece interessar o jovem treinador.

O pai de Eduardo Baptista, foi mal no Palmeiras

Em 1991, Nelsinho Baptista treinou a Sociedade Esportiva Palmeiras, que estava perto de deixar a fila. Foi terceiro colocado do Paulista, por conta de uma regra esdrúxula, que fez o São Paulo se classificar no mesmo grupo do Palmeiras por ter uma campanha melhor no torneio, por conta de ter disputado a primeira fase em um grupo mais fraco, chamado de grupo amarelo, sem times grandes.

Treinou o clube no primeiro semestre de 1992, dirigindo o clube no começo da Copa do Brasil e em toda a disputa do Campeonato Brasileiro daquele ano. Nessa época, afastou Evair, Jorginho, Nei e Andrei por motivos de comportamento. Acabou eliminado na primeira fase e sendo substituído por Otacílio Gonçalves na disputa do Campeonato Paulista. É mais lembrado hoje pela “briga” com Evair do que por seu trabalho.

Nelsinho fez 81 partidas dirigindo o Palmeiras, com 42 vitórias, 18 empates e 21 derrotas, com 59,2% de aproveitamento.