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Platini recorre à Corte dos Direitos Humanos contra a Fifa

Ex-presidente da Uefa pretende acabar com a suspensão de seis anos imposta pelo Comitê de Ética da Fifa em 2015

Michel Platini segue buscando uma maneira de fugir da longa suspensão de seis anos anunciada pelo Comitê de Ética da Fifa em 2015. Em nova tentativa, o cartola francês recorreu à Corte Europeia de Direitos Humanos. A decisão foi divulgada pelo próprio dirigente: “Eu quero a justiça de volta. Não fiz nada de errado. Com este pedido à Corte Europeia dos Direitos Humanos, estou contestando todas as sanções da Fifa e do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Não vou desistir”, revelou Platini.

O dirigente cita ainda que acredita que toda essa situação se deve ao seu favoritismo na corrida eleitoral para o cargo de presidente da Fifa, pouco antes da suspensão acontecer. Atualmente, a Fifa é presidida por Gianni Infantino.

“Eu me considero uma vítima, não apenas de uma injustiça, mas também de uma conspiração política da Fifa para me impedir de ser presidente da instituição. Eu fui uma ameaça às posições, aos interesses e aos privilégios de muita gente na Fifa”, declarou.

O ex-presidente da UEFA recebeu a suspensão em outubro de 2015, quando foi descoberto uma quantia de cerca de 2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 6 milhões) que teriam sidos entregues por Joseph Blatter, então presidente da Fifa, diretamente para o francês. Esta quantia gerou a desconfiança da entidade já que não há nenhum contrato ou registro sobre o montante.

A pena inicial previa um afastamento de Michel Platini do futebol por oito anos. No entanto, o ex-jogador obteve êxito em seu pedido junto ao Comitê de Apelação da Fifa e o Tribunal Arbitral do Esporte, e conseguiu diminuir a pena para seis anos.