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Pirlo se junta à nova geração de ídolos que viraram treinadores

A nova safra de técnicos, composta por grandes ex-jogadores, começa a assumir cargos de equipes importantes do futebol mundial

Por Danilo Monteiro - Atualizado em 11 ago 2020, 13h18 - Publicado em 10 ago 2020, 17h46

Se no Brasil a nova tendência é a contratação de técnicos estrangeiros, na Europa a novidade é a contratação de ídolos do futebol. O ex-meia italiano Andrea Pirlo, de apenas 41 anos, foi contratado na última sexta-feira para comandar o time principal da Juventus e se tornou mais uma prova da renovação de treinadores no continente.

Em 2015, Pirlo vestia a camisa 21 da Juventus na final da Liga dos Campeões, contra o Barcelona. Cinco anos depois, ele usará terno e gravata à beira do gramado em sua primeira experiência como treinador profissional. A Juve já havia o contratado em junho para comandar o time sub-23, mas a eliminação precoce do clube na Champions para o Lyon, nas oitavas de final, fez a Velha Senhora demitir Maurizio Sarri e apostar suas fichas em um de seus ídolos.

O agora técnico Pirlo reencontrará velhos conhecidos que enfrentou durante seus mais de 20 anos de carreira. A nova safra de técnicos europeus é repleta de ex-jogadores que marcaram seus nomes na história do futebol, como Frank Lampard e Steven Gerrard (confira na lista abaixo). Todos eles tentam repetir o sucesso recente do francês Zinedine Zidane, tricampeão da Champions e atual campeão espanhol sob comando do Real Madrid.

Frank Lampard (Chelsea)

Lampard em ação no banco de reservas como técnico do Chelsea, em amistoso de pré-temporada contra o Red Bull Salzburg – 31/07/2019 Leonhard Foeger/Reuters

Frank Lampard venceu uma Liga dos Campeões, uma Liga Europa e três títulos do Campeonato Inglês como jogador Chelsea. Depois de um ano no Derby County, o meia inglês foi convidado para assumir o comando técnico dos Blues na atual temporada. Ainda sem títulos, Lampard conseguiu classificar o Chelsea para a próxima Champions e contará com reforços milionários para tentar levantar sua primeira taça como treinador.

Steven Gerrard (Rangers)

O técnico Steven Gerrard, do Rangers, em amistoso contra o Lyon Jean Catuffe/Getty Images

O ídolo do Liverpool chega a terceira temporada como treinador do Rangers. Aos 40 anos, Steven Gerrard, campeão da Champions pelos Reds em 2005, ainda não levantou uma taça com o time escocês, mas foi duas vezes vice-campeão nacional. O trabalho sólido despertou as atenções de Jürgen Klopp, que revelou querer Gerrard como seu sucessor no Liverpool.

Ole Gunnar Solskjaer (Manchester United)

O técnico Ole Gunnar Solskjaer, do Manchester United Matthew Peters/Manchester United/Getty Images

Heptacampeão inglês e autor do gol do título do Manchester United na Champions de 1999, Ole Gunnar Solskjaer foi o responsável por substituir José Mourinho no comando do clube na última temporada. O norueguês é treinador desde 2011 e já foi bicampeão da Noruega com o Molde, mas ainda não conquistou títulos no comando United, principal objetivo da próxima temporada, quando os Red Devils retornam à Champions.

Xavi Hernández (Al-Sadd)

Xavier Hernández comandando o Al-Sadd no Mundial de Clubes de 2019 Marcio Machado/Eurasia Sport/Getty Images

Campeão do mundo com a Espanha em 2010, Xavi foi um dos jogadores mais vitoriosos da história do Barcelona, mas encerrou a carreira no Al-Sadd, do Catar, já de olho na vaga de técnico, que se concretizou na última temporada. Em seu ano de estreia, Xavi liderou o time ao título nacional e agora é um dos postulantes ao cargo de treinador do Barcelona, que, segundo ele, é seu sonho.

Gennaro Gattuso (Napoli)

O técnico Gennaro Gattuso, do Napoli SSC NAPOLI/Getty Images

Bicampeão da Champions pelo Milan, Gennaro Gattuso comandou o clube nas últimas duas temporadas, mas não teve sucesso e deixou o cargo. O ex-volante tenta alcançar um trabalho mais sólido no Napoli, mas teve uma temporada difícil com a equipe, que sequer conseguiu vaga na próxima Liga dos Campeões. O time, porém, obteve sucesso na Copa da Itália: conquistou a taça após bater a Juventus nos pênaltis na decisão.

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Thierry Henry (Montreal Impact)

Thierry Henry, técnico do Montreal Impact Minas Panagiotakis/Getty Images

Ídolo do Arsenal e da seleção francesa, Thierry Henry foi contratado pelo Monaco logo depois da Copa do Mundo de 2018, onde foi auxiliar da Bélgica. Na França, o ex-atacante não encaixou e deixou o time na zona de rebaixamento da Ligue 1. A nova tentativa do craque se estabilizar na profissão é na MLS, sob comando do Montreal Impact, do Canadá.

Andriy Shevchenko (Ucrânia)

Andriy Schevchenko, técnico da Ucrânia Laurence Griffiths/Getty Images

Artilheiro e campeão da Liga dos Campeões pelo Milan, Shevchenko também conquistou títulos importantes por Chelsea e Dynamo de Kiev. O ex-atacante de 43 anos agora tenta vencer taças como técnico, mas em um caminho diferente dos adversários de sua época. Shevchenko iniciou a carreira como técnico da Ucrânia em 2016 e, apesar de não levar o time ao Mundial da Rússia, continua no comando da seleção.

Filippo Inzaghi (Benevento)

O técnico Filippo Inzaghi, do Benevento, em jogo válido pela segunda divisão do Italiano Francesco Pecoraro/Getty Images

Inzaghi começou a carreira como técnico em 2014 no Milan, onde conquistou várias taças e se tornou ídolo como jogador. A primeira temporada, porém, não foi das melhores e ele não foi mantido no cargo. Com passagens por clubes de menor expressão, o ex-atacante de 47 anos volta à Série A após ser campeão da segunda divisão com o Benevento. Na próxima temporada, inclusive, ele enfrentará o irmão Simone, ídolo e atual treinador da Lazio.

Rogério Ceni (Fortaleza)

Rogério Ceni, atual técnico do Fortaleza Jonne Roriz/VEJA

Rogério Ceni ergueu diversas taças no Brasil como capitão do São Paulo, incluindo um Mundial de Clubes e três campeonatos nacionais. A precoce carreira como treinador também já tem dado grandes resultados e o ex-goleiro foi campeão da Série B com o Fortaleza em 2018 e da Copa do Nordeste de 2019.

Martín Palermo (Pachuca-MEX)

Martín Palermo, técnico do Pachuca, durante jogo contra o Tigres, pelo Campeonato Mexicano Alfredo Lopez/Jam Media/Getty Images

Técnico desde 2012, Martín Palermo ainda não conseguiu repetir o sucesso que teve na carreira como jogador, quando venceu duas Libertadores e virou ídolo do Boca Juniors. Aos 46 anos, o ex-atacante argentino comanda o Pachuca do México há duas temporadas e também sonha com uma vaga no Boca, que foi treinado nas últimas temporadas por seu ex-companheiro de time, Guillermo Schelotto

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