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Petraglia: ‘Vetar uso de grama sintética é muito estranho’

Para o presidente do conselho deliberativo do Atlético-PR, já estava “tudo combinado” antes do início da reunião que definiu a proibição

Por Alexandre Senechal - Atualizado em 22 fev 2017, 16h05 - Publicado em 22 fev 2017, 08h33

A decisão do Conselho Técnico do Campeonato Brasileiro de proibir o uso de gramados sintéticos para jogos da competição – a valer em 2018, para que haja tempo para adaptações dos clubes -, afeta diretamente o Atlético Paranaense, única equipe da Série A que utiliza o piso sintético em seu estádio, desde o ano passado. O presidente do conselho deliberativo do clube, Mario Celso Petraglia, classificou a decisão como “muito estranha”, principalmente por ter sido tomada um dia após o cancelamento do clássico entre Atlético e Coritiba do último domingo, que seria transmitido exclusivamente via internet, pelo YouTube.

Quando questionado sobre a partida que não aconteceu, o dirigente relacionou o fato com a proibição do gramado sintético e disse que isso era uma repercussão pelo clássico cancelado: “Foi tudo combinado. Não posso afirmar que são represálias [por não ter vendido os direitos de transmissão do Paranaense], porque se é feita uma acusação dessas, tem de provar. Mas é muito estranho tudo isso”, afirmou, sem querer definir quem seriam os responsáveis pela ação.

Petraglia lamentou que todo o investimento feito no ano passado no gramado sintético da Arena da Baixada, estádio do Atlético-PR, será perdido. “É uma injustiça. Temos aprovação da Fifa, temos aprovação da CBF, fizemos um investimento enorme, mudamos toda a estrutura do estádio em função disso e toda a programação de shows”.

A proibição acontece em mais um ano em que o time não fechou o contrato de transmissão do Campeonato Paranaense. De acordo com o dirigente, a oferta da TV Globo para a reprodução de todo o torneio foi de 6 milhões de reais, metade do que foi oferecido no ano passado. Atlético-PR e Coritiba ficariam com 1 milhão de reais cada, valores menores que recebem os clubes pequenos dos Campeonatos Paulista e Carioca, por exemplo. “Nosso futebol é o retrato do país, infelizmente”, disse Petraglia.

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