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Para ex-técnico da Inglaterra, é mais fácil vencer Brasil do que Suécia

Treinador sueco acha que seleção nórdica é 'campeã do mundo em espírito'

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 6 jul 2018, 15h37 - Publicado em 5 jul 2018, 13h38

Técnico da Inglaterra nas Copas do Mundo de 2002 e 2006, o sueco Sven-Göran Eriksson acredita que a seleção inglesa vai sofrer na partida das quartas de final, em Samara, contra a Suécia e que o time teria mais facilidade se enfrentasse o Brasil.

“Seria mais fácil para a Inglaterra derrotar o Brasil do que eliminar a Suécia, acredito eu”, afirmou o treinador do Shenzhen FC, da China, em entrevista ao jornal inglês Mirror, publicada nesta quinta-feira. Eriksson lembrou de um revés recente da seleção inglesa, nas oitavas de final da Eurocopa de 2016, para justificar seu ponto de vista.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo

“A Suécia vai ser mais ou menos como a Islândia, porque não temos os melhores jogadores de futebol do mundo e nenhum deles seria titular em um time de grande porte da Europa, já que (Zlatan) Ibrahimovic deixou a seleção. Mas, para atuar como equipe, eles são os melhores. A seleção sueca é campeã do mundo em espírito”, explicou o treinador. Em 2016, na Eurocopa, os ingleses foram derrotados pelos islandeses por 2 a 1.

Eriksson conduziu a Inglaterra às quartas de final da Eurocopa de 2004 e dos Mundiais de 2002 e 2006. “Ronaldinho disse que fez aquele gol de falta de propósito, mas eu não acredito”, disse o sueco à Fifa TV sobre o lance que definiu a vitória brasileira por 2 a 1, no duelo que eliminou a seleção inglesa da Copa disputada no Japão e na Coreia do Sul.

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“Em 2006, ninguém era melhor que a gente. Poderíamos ter alcançado a final. Perdemos nos pênaltis de novo para Portugal. Deveríamos ter conseguido mais. Poderíamos até ter sido campeões”, lamentou o técnico, eliminado com a seleção inglesa em disputa de penalidades, também contra seleção portuguesa, na Eurocopa de 2004.

Treinador da Roma entre 1984 e 1987, o sueco afirmou que Paulo Roberto Falcão foi o melhor meio-campista que ele dirigiu: “Era um técnico em campo”. Para Eriksson, Joe Hart foi o melhor goleiro com quem trabalhou, Rio Ferdinand, o melhor zagueiro, e o prêmio de melhor atacante ele dividiria entre Wayne Rooney, Marcelo Salas e Ruud Gullit.

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