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Os 50 maiores jogadores brasileiros em 2016: O top-10

O trio de frente da seleção brasileira em destaque

Por Rodolfo Rodrigues Atualizado em 8 mar 2017, 14h49 - Publicado em 17 fev 2017, 15h06

Em toda discussão de futebol, em rodas de amigos, nos bares ou nos estádios, a questão de qual jogador é o melhor sempre é levantada. E isso vale para jogadores de clubes rivais aqui do Brasil e também para os craques do mundo todo que atuam na Europa. Para entrar nessa polêmica, PLACAR resolveu elaborar um ranking com os 50 melhores jogadores do mundo em 2016. Porém, deixamos de lado o critério subjetivo (esse é melhor que aquele e pronto).

Analisamos o desempenho de mais de 150 jogadores no Brasil e no mundo, entre aqueles que obviamente se destacaram. Entre os critérios utilizados para a formação e ordenação da lista fnal, concentramos nos seguintes: desempenho e número de jogos pela seleção brasileira e pela seleção olímpica; mínimo de 25 jogos no ano; títulos ou finais alcançadas nos clubes e seleções; e titularidade nas equipes. Ainda assim, demos peso maior àqueles que atuam nas grandes ligas do futebol mundial (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França, Brasil e Portugal) e também por quem teve alguma relevância nos grandes torneios de clubes, como Liga dos Campeões, Copa Libertadores, Liga Europa e Mundial de Clubes.

Com tantas variáveis, não foi fácil fechar a lista. Algumas injustiças podem até ter ocorrido – queremos o seu retorno em nossas redes sociais depois! Mas a escolha dos três primeiros colocados parece indiscutível. Neymar, nossa grande estrela, ficou na primeira colocação. Campeão espanhol pela segunda vez e também da Copa do Rei, o atacante foi um dos destaques do poderoso Barcelona ao lado dos craques sul-americanos Lionel Messi e Luis Suárez. Ora marcando gols, ora dando assistências, Neymar foi peça fundamental do time de Luis Enrique. Driblador nato, o jogador de apenas 24 anos conduziu muito bem a seleção sub-23 nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Depois de um começo turbulento, com fracas atuações da equipe, Neymar chamou a responsabilidade, foi o artilheiro do time, marcou na decisão contra a Alemanha e teve sangue frio para bater a cobrança decisiva na disputa dos pênaltis. Já na seleção principal, brilhou com o técnico Tite na arrancada nas Eliminatórias, chegou à marca dos 50 gols e se tornou o quarto maior artilheiro de todos os tempos. Com tantos feitos, a primeira colocação no ranking foi mais do que justa para Neymar. E o mesmo podemos dizer para o segundo colocado, o jovem e promissor Gabriel Jesus.

Com apenas 19 anos, o jogador do Palmeiras foi o artilheiro do time no ano, conduziu o Verdão ao título do Brasileirão após 22 anos, ganhou a medalha de ouro na Olimpíada e fechou o ano como titular e artilheiro da seleção principal. Sem contar ainda que foi comprado pelo Manchester City, da Inglaterra, a pedidos do técnico Pep Guardiola, por 32 milhões de euros no meio do ano. 

Já o meia Philippe Coutinho, craque, ídolo e dono da camisa 10 do Liverpool-ING, e que também foi muito bem na seleção brasileira, fechou o pódio dos três melhores jogadores de 2016. No top 10 da lista entraram ainda jogadores com diferentes mas importantes feitos na temporada. 

Entre eles, o até há pouco tempo desacreditado Casemiro, do Real Madrid, que virou peça fundamental no esquema do técnico Zidane, que venceu a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes. Outro que surpreendeu com seu ótimo desempenho foi Robinho, destaque do Atlético-MG na temporada e maior artilheiro do Brasil em 2016.

Renato Augusto, que brilhou na seleção, e Willian, Fernandinho e Marcelo, destaques de seus clubes, também figuraram entre os dez primeiros. Assim como o jovem zagueiro Marquinhos, que terminou o ano como titular da seleção brasileira de Tite.

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Ficaram de fora desse ranking os jogadores nascidos no Brasil, mas que se naturalizaram por outro país e que atuam também por outras seleções nacionais. Casos de Pepe (zagueiro do Real Madrid); Diego Costa (atacante do Chelsea); Thiago Alcântara (meia do Bayern de Munique); e Thiago Motta (meia do Paris Saint-Germain).

Veja o top-10

10° – Fernandinho – volante/Manchester City-ING/31 anos

“Se tivéssemos três como ele, seríamos campeões”, disse o técnico Pep Guardiola sobre Fernandinho após as seis vitórias consecutivas do Manchester City no início do Campeonato Inglês da temporada 2016/17. Os elogios do treinador espanhol ao volante foram motivados por sua rapidez, inteligência, força física e a disponibilidade de poder atuar em diferentes posições durante as partidas. Ex-meia e atacante no Atlético-PR e Shakhtar Donetsk, Fernandinho chegou ao City em 2013 e desde então vem sendo fundamental no meio campo da equipe. Nesta última temporada, ajudou o time a ganhar a Copa da Liga Inglesa, marcando inclusive um gol na final contra o Liverpool. Já na seleção brasileira, voltou a ser titular no fim do ano, com o técnico Tite, ganhando a vaga de Casemiro.

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9° – Marquinhos – zagueiro/PSG-FRA/22 anos

Com apenas 22 anos, Marquinhos segue sua trajetória meteórica e vencedora. Jogador de muita técnica, bom posicionamento e qualidade na saída de bola, o valorizado zagueiro do PSG fechou 2016 mais prestigiado ainda. Medalha de ouro com a seleção olímpica e titular da seleção brasileira principal, Marquinhos entrou na mira de contratações do Barcelona. Revelado em 2011 no Corinthians, pelo técnico Tite, o zagueiro fez apenas 14 jogos pelo clube antes de ser transferido para a Roma. Na Itália, com apenas 18 anos, se adaptou rapidamente, impressionou e após seis meses foi vendido ao PSG por 31,4 milhões de euros. Na França, ganhou três campeonatos e três copas nacionais, teve o contrato renovado até 2019 e virou titular da zaga do time ao lado de Thiago Silva, seu reserva na seleção.

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8° – Marcelo – lateral esquerdo/Real Madrid-ESP/28 anos

Em 2006, o lateral esquerdo Marcelo, então com 18 anos, foi contratado pelo Real Madrid, que procurava um substituto para Roberto Carlos, que fazia sua 11ª e última temporada pelo clube. E o que parecia uma grande aposta acabou se tornando realidade. Marcelo virou titular do time e disputa agora sua 11ª temporada seguida pelo Real, sendo considerado um dos melhores jogadores do mundo na posição. Em 2016, foi novamente importante na conquista da Liga dos Campeões pelo time merengue (sua segunda nos últimos três anos) e também no título do Mundial de Clubes da Fifa. Com Zidane, foi titular em 38 dos 42 jogos do Real no ano (foi poupado nos outros jogos, começando no banco). De quebra, fechou a temporada como titular também da seleção brasileira com o técnico Tite, após quase um ano ausente.

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7° – Willian – meia/Chelsea-ING/28 anos

Titular em 32 dos 37 jogos que fez pelo Chelsea em 2016, Willian disputa sua quarta temporada pelo clube londrino e segue em alta na equipe. Tanto que teve seu contrato com os Blues renovado até junho de 2020 – receberá um salário de R$ 520 mil semanais. E com os últimos treinadores do time Willian também continua prestigiado. Foi assim com José Mourinho e Guus Hiddink, e agora, com o italiano Antonio Conte, o atacante vem sendo peça importante no time que terminou o primeiro turno do Campeonato Inglês na liderança. Bem na Inglaterra, o atacante se mantém também como um dos principais nomes da seleção brasileira, pela qual disputou 11 dos 12 jogos no ano com Dunga e Tite. Assim, já soma 43 partidas pela seleção, ficando atrás em jogos apenas do craque Neymar, nos últimos três anos.

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6° – Renato Augusto – meia/Beijing Guoan-CHN/28 anos

Principal jogador do Corinthians campeão Brasileiro de 2015, Renato Augusto tinha virado também titular da seleção brasileira com o técnico Dunga no fim daquele ano. Atravessando o auge de sua carreira, o meia recebeu uma proposta considerada por ele mesmo como irrecusável (R$ 2 milhões de reais de salário por mês) pelo Beijing Guoan, da China, e deixou o Corinthians com a possibilidade de não voltar mais à seleção, devido ao fraco nível do Campeonato Chinês. Porém, mesmo não brilhando tanto no Oriente (foi 5º no Campeonato Chinês), o meia conseguiu manter seu alto rendimento na seleção, onde foi um dos melhores no ano. Titular com Dunga (com quem jogou a Copa América), foi protagonista do time campeão olímpico e depois se garantiu na equipe principal com o técnico Tite.

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5° – Robinho – atacante/Atlético-MG/32 anos

Contratado no início de 2016 pelo Atlético-MG, Robinho foi contestado por alguns torcedores e jornalistas, muito devido ao seu desempenho ruim em 2015 por Santos e Guangzhou, da China. Mas em pouco tempo o atacante conquistou a torcida do Galo. No Campeonato Mineiro, fez nove gols e foi o artilheiro da competição. Faltou apenas ao experiente jogador conseguir o título, que ficou com o América. No Brasileirão, Robinho disputou 30 jogos, marcou 12 gols (ficou a apenas dois dos artilheiros) e deu dez assistências – líder nesse quesito ao lado de Dudu, do Palmeiras, e Gustavo Scarpa, do Fluminense. Além disso, levou o Galo à decisão da Copa do Brasil, onde foi novamente vice-campeão. Aos 32 anos, fechou 2016 com 25 gols, sendo o jogador que mais marcou por clubes no Brasil.

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4° – Casemiro – volante/Real Madrid /24 anos

Um clássico caso de superação no futebol, Casemiro terminou 2016 de forma inacreditável. Principalmente para alguns torcedores do São Paulo, que o vaiaram no começo de sua carreira, e após um começo ruim no Real Madrid B, em 2013. Emprestado ao Porto, onde fez uma boa temporada em 2014/15, Casemiro foi recontratado pelo Real, em julho de 2015, e despontou de vez após a chegada do técnico Zidane, no início de 2016. Firme na marcação e preciso na saída de bola, o volante foi fundamental na conquista da Liga dos Campeões e apontado pelo técnico Simeone, do vice Atlético de Madri, como o principal jogador do Real na decisão. Titular da seleção com Dunga, na Copa América, e depois também com Tite, Casemiro foi ainda campeão do Mundial de Clubes em dezembro.

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3° – Philippe Coutinho – meia/Liverpool-ING/24 anos

Com apenas 24 anos, Coutinho, revelado em 2009 pelo Vasco (com então 17 anos), já acumula uma bagagem de jogador experiente. Depois de passar pela Inter de Milão e Espanyol, o meia está disputando sua quinta temporada pelo Liverpool, onde é ídolo da torcida, titular indiscutível da camisa 10 e o principal nome do time do técnico alemão Jürgen Klopp. Desde 2013, Coutinho fez 159 jogos e marcou 35 gols pelos Reds. Em ótima fase na Inglaterra, o habilidoso jogador (indicado por Neymar para atuar no Barcelona) vive também um momento importante na seleção brasileira. Titular com Dunga, no primeiro semestre, e Tite, no fim do ano, Coutinho disputou 11 jogos dos 12 da seleção no ano e marcou cinco, sendo um dos artilheiros do ano ao lado de Gabriel Jesus. Com seu chute característico e preciso de direita, o meia brilhou na vitória por 3 x 0 sobre a Argentina, quando marcou um belo gol de fora da área. Vice-campeão da Copa da Liga Inglesa e da Liga Europa, faltou a Philippe Coutinho apenas um título para coroar uma sua ótima temporada.

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2° – Gabriel Jesus – atacante/Palmeiras/19 anos

Revelado pelo Palmeiras em 2015, quando estreou em março com apenas 17 anos, Gabriel Jesus teve uma ascensão meteórica em sua carreira, culminando numa temporada quase perfeita em 2016. Pelo Palmeiras, no primeiro semestre, fez cinco gols no Paulistão e disputou sua primeira Libertadores (quatro gols em cinco jogos). Depois, o camisa 33 fez um ótimo primeiro turno pelo Verdão no Brasileiro, marcando dez gols em 15 jogos, antes de ir para a Olimpíada e ser vendido ao Manchester City-ING (indicado por Pep Guardiola) por 32 milhões de euros. No Rio, foi titular da seleção sub-23, marcou três gols e foi um dos heróis da conquista do inédito ouro. Em ótima fase, foi então convocado para a seleção principal pelo técnico Tite e teve um início arrasador. Fez dois gols na estreia contra o Equador e fechou o ano como um dos artilheiros da seleção com cinco gols em seis jogos (com apenas 19 anos!). E, fechando sua temporada extraordinária, Gabriel Jesus levou o Palmeiras ao título do Brasileirão e foi eleito o melhor jogador do campeonato pela PLACAR.

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1° – Neymar – atacante/Barcelona-ESP/24 anos

O ano de 2016 começou com Neymar participando do prêmio da Fifa para o melhor jogador do mundo na temporada 2015. Foi a primeira vez que um brasileiro voltou a ser um dos três finalistas depois de Kaká, vencedor em 2007. Neymar, porém, ficou na terceira colocação, atrás de Cristiano Ronaldo e Messi. Na sequência, o atacante seguiu mostrando boa regularidade no Barcelona e fechou a temporada europeia 2015/16 com o bicampeonato espanhol e com o título da Copa do Rei da Espanha.

Titular absoluto do time de Luis Enrique, o camisa 11 disputou 47 jogos em 2016, sendo substituído apenas duas vezes. Em números absolutos na temporada 2015/16, o atacante disputou 50 jogos pelo Barça, fez 31 gols e deu 21 assistências, mostrando-se menos goleador do que na temporada anterior (41 gols), porém mais eficiente nos passes decisivos para gols (fez apenas oito assistências).

Faltou ao craque, no entanto, brilhar na Liga dos Campeões, onde o Barcelona foi eliminado nas quartas de final pelo Atlético de Madri. Pouco depois, o atacante optou (por imposição do time espanhol) por disputar os Jogos Olímpicos, preterindo a Copa América Centenário. No Rio, Neymar liderou a seleção sub-23, foi artilheiro do time com quatro gols (um deles de falta na final contra a Alemanha) e o autor do gol de pênalti decisivo que deu a inédita medalha de ouro ao Brasil em Olimpíadas. Logo em seguida, o atacante foi bem nos primeiros jogos de Tite no comando da seleção principal, nas Eliminatórias, recebendo elogios do técnico nas vitórias sobre Colômbia e Equador. Ainda pela seleção, Neymar marcou nas goleadas sobre Bolívia e Argentina, chegando a 50 gols com a camisa amarela em 75 jogos, superando Zico (48) e subindo para quarta colocação entre os maiores artilheiros em todos os tempos.

Em alta, o atacante começou bem também a temporada 2016/17 pelo Barcelona. Na goleada de 7 x 0 sobre o Celtic-ESC, na estreia da Liga dos Campeões, Neymar fez um gol e deu quatro assistências (recorde em só jogo na história da competição). Um mês depois, porém, o atacante caiu de rendimento. Após marcar contra o Manchester City, no dia 19 de outubro, Neymar acumulou oito jogos sem fazer gol pelo Barça e fechou o ano fora da lista dos três melhores do mundo da Fifa.

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Titular e campeão no Barcelona e grande nome da seleção brasileira principal e olímpica: aos 24 anos, Neymar brilhou em 2016 e continua como o maior craque desta geração – Getty Images

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