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O retorno das ‘goleiras’ em Novo Hamburgo

Estádio do clube ganhou traves em data comemorativa do clube

Por Cristian Martins Atualizado em 2 mar 2017, 16h52 - Publicado em 13 nov 2016, 09h00

Oito anos se passaram desde a campanha que mobilizou a comunidade hamburguense para a construção do novo estádio, mas uma peça importante estava faltando.

Agora, não mais. O Esporte Clube Novo Hamburgo escolheu uma data especial para resgatar as ‘goleiras’ do antigo Estádio Santa Rosa: 5 de agosto, em referência ao título de campeão do interior do Gauchão, conquistado nesse mesmo dia em 1972.

As traves têm mais de 60 anos. Nesse tempo, foram alvo de alguns chutes do ‘anjo das pernas tortas’ Garrincha, em 1969; e serviram como base para a superstição do pai do lateral direito Maicon (Copas de 2010 e 2014), que enterrou no estádio o cordão umbilical do atleta nascido em Novo Hamburgo, em 1981.

O clube jogou no Santa Rosa até 2008, quando se mudou para a nova casa, o Estádio do Vale. A última vitória de expressão no velho estádio foi em 23 de fevereiro de 2005, quando venceu o Internacional por 2 a 1, pelo Campeonato Gaúcho. O gol da vitória foi marcado pelo meia Preto, natural de Novo Hamburgo.

O atleta de 35 anos está no plantel atual e lembra com detalhes daquela noite: “Uma noite única, histórica pra minha vida. Estavam todos os meus familiares no estádio. E foi o meu primeiro gol com a camisa do Novo Hamburgo”. Preto recorda até qual a goleira em que fez o gol. Esse último pedaço que sobrou do antigo Santa Rosa, que após oito anos retorna ao convívio dos atletas do Clube, trouxe à tona lembranças do jogador hamburguense: “Há pouco tempo eu passei lá e vi tudo no chão. Me emociona, pois ali eu vivi os melhores momentos da minha vida. Hoje eu resido perto do Santa Rosa e quase sempre eu passo na frente, e me vem à lembrança tudo aquilo que foi vivido ali dentro. Tantas amizades, um carinho imenso. Ali eu conquistei muitas coisas, dali eu saí para outros clubes, e ali eu me tornei um grande jogador. Então falar desse estádio é muito gratificante. O carinho, o respeito, o amor por esse estádio vai ser eterno”.

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