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O goleiro e o camisa 7: os heróis da conquista gremista

Marcelo Grohe foi destaque no gol e Luan vestiu a camisa que foi de Renato Gaúcho

Por Lucas Mello Atualizado em 30 nov 2017, 10h33 - Publicado em 29 nov 2017, 23h53

Os clubes brasileiros campeões da Libertadores costumam ter goleiros como heróis em suas conquistas. Zetti e Rogério Ceni pelo São Paulo, Carlos Germano pelo Vasco, Marcos pelo Palmeiras, Cássio pelo Corinthians e Victor pelo Atlético-MG. Em 2017, Marcelo Grohe foi o grande destaque da conquista do Grêmio.

Marcelo Grohe se profissionalizou no Grêmio em 2005, em ano difícil para o clube, que disputava a segunda divisão nacional. Em 2006 ganhou chances no time titular, mas perdeu espaço com a chegada do argentino Saja. Em 2008, poderia assumir o posto, mas novamente ficou na reserva com a chegada de Victor.

Victor deixou o clube em 2012, Grohe ganhou espaço e seria novamente titular, mas Dida chegou ao clube em 2013, a pedido do treinador Vanderlei Luxemburgo. Logo na pré-Libertadores o goleiro se lesionou na partida contra a LDU Quito e Marcelo Grohe novamente ganhou espaço no time titular. Foi herói na disputa dos pênaltis contra o equatorianos e colocou a equipe na Libertadores.

Desde 2014 tornou-se titular absoluto no clube, chegando a defender a seleção brasileira. Naquele ano já fez grandes defesas que repetiria nesta Copa Libertadores, como no cabeceio de Fred, na vitória gremista sobre o Fluminense.

Os atuações brilhantes na Libertadores deste ano vieram nas partidas finais do torneio. Contra o Barcelona, em Guayaquil, pela semifinal, o goleiro fez defesa em chute à queima-roupa de Ariel Nahuelpán, que Renato Gaúcho disse ter sido “a defesa do título”.

Na primeira partida da decisão contra o Lanús, defendeu um cabeceio dado próximo à pequena área, quando a partida ainda estava empatada em 0 a 0. Só foi vazado pelo rival argentino em um gol de pênalti, convertido por Sand. Nas óito partidas de mata-mata até a final em Lanús, foram apenas três gols sofridos no torneio.

  • O mística da camisa 7

    Além do goleiro, o time gaúcho tem outro destaque na conquista: Luan, que usa a camisa 7, tradicional dos craques gremistas no torneio. Em 1983, Renato Gaúcho, hoje treinador, era o camisa 7 e grande jogador daquele elenco. Foi dele o cruzamento para o gol do título contra o Peñarol. Já em 1995, Paulo Nunes era o 7 e participou da jogada dos três gols da equipe na vitória de 3 a 1 sobre o Atlético Nacional no primeiro jogo da decisão. Neste ano, Luan sofreu com lesões, mas ainda assim foi importante na conquista gremista.

    Foram onze jogos no torneio com oito gols marcados, fazendo dele o artilheiro do clube na competição. Na semifinal do torneio, marcou dois contra o Barcelona, no Equador, na primeira partida semifinal do torneio. Na final, marco um golaço contra o Lanús. Luan só não participou de duas partidas do Grêmio no torneio.

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