O futuro de Neymar, nas mãos do emir do Catar e de Dembélé

PSG exige a entrada do atacante francês do Barcelona no negócio e espera a autorização da empresa catari que controla o clube

Por Da redação - 28 ago 2019, 13h29

Neymar e Barcelona já manifestaram o desejo mútuo de reconciliação. O futuro do craque brasileiro, agora, depende basicamente de duas pessoas: do atacante francês Ousmane Dembélé e do emir do Catar, Tamim bin Hamad Al-Thani, a dupla capaz de desbloquear a transferência para a Catalunha ou “condenar” Neymar a permanecer no Paris Saint-Germain.

O jornal francês L’Équipe informou nesta quarta-feira, 28, um dia depois da reunião em Paris na qual cada parte definiu suas posições, as conversas entre Barcelona e PSG prosseguem à distância. O clube francês exige que Dembélé, campeão mundial pela França e atualmente encostado no elenco do Barcelona, seja envolvido na negociação.

A delegação do Barcelona, liderada pelo CEO do clube, Oscar Grau, retornou à capital catalã com o objetivo de convencer Dembélé a se transferir para o PSG. Já o diretor esportivo do PSG, o brasileiro Leonardo, ligou diretamente para Doha, onde a última palavra é do emir do Catar, que é proprietário da Qatar Sports Investment, empresa que controla o clube parisiense.

Segundo o diário francês, uma das alternativas apresentadas pelo Barcelona foi o pagamento de 130 milhões de euros (cerca de 600 milhões de reais), mais a cessão do passe do meia croata Ivan Rakitic e o empréstimo de Dembélé por uma temporada. O atacante francês, que já foi treinado por Thomas Tuchel, técnico do PSG, no Borussia Dortmund e é amigo de Kylian Mbappé, é a única peça capaz de convencer os franceses a diminuírem o montante de dinheiro da operação.

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Dembélé, de 23 anos, pode sofrer com a falta de espaço em um time com Lionel Messi, Luis Suárez, Antoine Griezmann e Neymar, além das jovens promessas da base como Carles Pérez e Ansu Fati. Esse é o argumento da diretoria para tentar mudar a postura do representante do jogador, Moussa Sissoko, que recentemente descartou a saída de forma enfática.

O jornal afirma também que essa troca teria o aval de Tuchel, que não quer perder uma peça importante no ataque sem que algum nome de prestígio venha para suprir a saída de Neymar. É aí que entra o outro homem-chave da operação. A venda de Neymar tem uma variante política e, portanto, deve ter o consentimento de Doha.

Há poucos dias, o jornal Le Monde divulgou que o emir do Catar se opunha à saída do brasileiro, o que significaria uma derrota e prejudicaria a imagem de todo o país, que receberá a Copa do Mundo em 2022 e poderia ter Neymar em um papel de embaixador.

Desde então, as coisas têm mudado. O jogador expressou a vontade de retornar ao Barcelona e deixou claro que não quer voltar a vestir a camisa do PSG. No passado, o emir já demonstrou que é capaz de tomar decisões no âmbito esportivo contrariando os conselhos dos assessores.

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A mais clara foi a contratação de Thomas Tuchel como técnico para o lugar de Unai Emery, embora a diretoria esportiva preferisse outros nomes. A imprensa francesa supõe que o futuro de Neymar será decidido até a quinta-feira. O PSG enfrenta o Metz na sexta-feira, pela quarta rodada do Campeonato Francês, três dias antes do fechamento do mercado de transferências.

(com agência EFE)

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