Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

‘Neymar da Penha’: pai do atacante agradece, mas recusa proposta de lei

Neymar pai disse que 'se um dia for feita uma lei em seu nome, que seja pela valorização do esporte'. Eduardo Bolsonaro exaltou iniciativa de deputados

Por Da redação - Atualizado em 7 jun 2019, 14h08 - Publicado em 7 jun 2019, 12h05

Neymar da Silva Santos, pai e agente do atacante do PSG e da seleção brasileira, usou as redes sociais nesta sexta-feira, 7, para comentar sobre um projeto de lei proposto pelo deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) e outros colegas, que, inspirado no recente caso envolvendo o atleta, propõe o aumento de pena contra crimes de calúnia contra a “dignidade sexual”. Neymar pai agradeceu a “boa vontade” dos deputados, mas recusou a homenagem. Nas redes sociais, o projeto foi apelidado de “Neymar da Penha”, em referência à Lei Maria da Penha, que combate a violência contra a mulher.

“Agradecemos imensamente o apoio de todos e compreendemos a boa intenção da iniciativa de projeto de lei. Mas a única coisa que queremos nesse momento é justiça. Ver uma lei ser feita em nome do meu filho, por conta desse lamentável episódio, não me deixa nada feliz”, afirmou Neymar pai, numa foto em que o atacante aparece ao lado da mãe, Nadine, e da irmã Rafaela, que também já usaram o Instagram para defendê-lo.

“Ao contrário: meu filho quer apenas a verdade e a paz de volta. As mulheres conseguiram prosperar muito até agora e consideramos a defesa dos direitos das mulheres e as leis que as protegem como fundamentais, a exemplo da Lei Maria da Penha. Assim como também entendemos como importantes as leis que protegem as pessoas de acusações indevidas. Mas isso não pode ser confundido com o caso do meu filho”, prosseguiu.

“A única coisa que queremos, no momento, é provar a verdade desse caso, a inocência dele. Se um dia for feita uma lei em seu nome, que seja pela valorização do esporte, pois o futebol é o que move sua vida e a razão pela qual ele é conhecido”, completou o pai de Neymar. O jogador é acusado por Najila Trindade de ter cometido estupro e atos de violência em um hotel de Paris, em 15 de maio.

Publicidade

View this post on Instagram

Agradecemos imensamente o apoio de todos e compreendemos a boa intenção da iniciativa de projeto de lei. Mas, a única coisa que queremos nesse momento é justiça. Ver uma lei ser feita em nome do meu filho, por conta desse lamentável episódio, não me deixa nada feliz. Ao contrário: meu filho quer apenas a verdade e a paz de volta. As mulheres conseguiram prosperar muito até agora e consideramos a defesa dos direitos das mulheres e as leis que as protegem como fundamentais, a exemplo da Lei Maria da Penha. Assim como também entendemos como importantes as leis que protegem as pessoas de acusações indevidas. Mas, isso não pode ser confundido com o caso do meu filho. A única coisa que queremos, no momento, é provar a verdade desse caso, a inocência dele. Se um dia for feita uma lei em seu nome, que seja pela valorização do esporte, pois o futebol é o que move sua vida e a razão pela qual ele é conhecido.

A post shared by Neymar Pai (@neymarpai_) on

Eduardo Bolsonaro aplaude lei

Publicidade

Da Argentina, onde acompanhava o pai em viagem, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) enalteceu a lei proposta pelos colegas e disse que “tem mulher bandida que faz carreira assim”.

“Parabéns aos deputados do PSL Cabo Junior Amarall (MG) e Carlos Jordy (RJ) que, atentos ao caso do Neymar, ,protocolaram projetos de lei para agravar pena de mulheres inescrupulosas que acusam falsamente homens de crimes e calúnias.  Acredite, tem mulher bandida que faz carreira assim!”, escreveu o filho do presidente Jair Bolsonaro.

Também via redes sociais, o deputado Carlos Jordy explicou sua intenção.”Protocolei o PL 3369/19, que agrava a pena de denunciação caluniosa de crimes contra a dignidade sexual. Se aprovado, pessoas que fizerem acusações mentirosas, por exemplo, sobre crime de estupro, dando ensejo a investigações e processos poderão ter a pena aumentada em até 1/3.”

Publicidade