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Neo Química Arena e Allianz Parque: Globo aceita naming rights de estádios

Emissora passa a chamar as casas dos clubes pelos nomes negociados com empresas, algo inédito em suas transmissões esportivas

Por Alexandre Senechal Atualizado em 4 set 2020, 18h43 - Publicado em 4 set 2020, 17h19

O fim da saga dos naming rights do Corinthians fez a Globo rever uma antiga posição. A partir desta sexta-feira, 4, o site do Globoesporte.com alterou a tabela do Brasileirão com o novo nome do estádio alvinegro – que passou de Arena Corinthians para Neo Química Arena. Até então, a emissora carioca se negava a citar o nome de empresas que batizavam estádios. A novidade beneficiou o Palmeiras, cujo estádio era tratado pela Globo como Arena Palmeiras, uma alcunha que jamais existiu oficialmente (ao contrário de Arena Corinthians) e agora passou a ser chamado como deve, de Allianz Parque. A tendência será acompanhada nas transmissões das partidas.

O anúncio da venda dos naming rights da arena do Corinthians para a empresa farmacêutica no último dia 1º suscitou a dúvida sobre qual seria a conduta da Globo. Em entrevista ao site Yahoo na semana passada ainda antes do anúncio, o presidente corintiano Andrés Sanchez garantiu que a emissora não utilizaria mais Arena Corinthians e honraria a nova alcunha.

  • Um anúncio da Neo Química Arena em pleno intervalo do Jornal Nacional, um dos mais concorridos espaços publicitários do país, já dava indícios de um acordo. Procurada por PLACAR, a Globo não deixou claro, no primeiro momento, se iria se referir aos estádios como Neo Química Arena e Allianz Parque nas transmissões. No início da noite desta sexta-feira, a assessoria de comunicação do canal enviou uma nota explicando a nova diretriz.

    “A partir deste sábado, dia 5, a Globo passa a citar nas transmissões dos jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil a marca patrocinadora de arenas esportivas. Essa decisão é fruto do diálogo constante que a Globo mantém com os clubes, sempre respeitando os acordos estabelecidos com as marcas parceiras das transmissões esportivas da emissora. Como parceira e incentivadora do futebol brasileiro há muitas décadas, a Globo busca sempre as melhores soluções para os que apoiam o desenvolvimento do esporte no país”, disse o comunicado. O acordo, a priori, não parece ser estendido ao Red Bull Bragantino, tratado no site da Globo sem a referência à marca de bebidas energéticas – como também acontece nas transmissões de Formula 1, em que a Red Bull Racing é a RBR para o canal.

    A nova postura marca uma mudança de comportamento do grupo Globo. Antes avessa a falar sobre marcas e empresas, o canal começa a seguir uma tendência mundial. Em campeonatos europeus de futebol e competições de vários esportes americanos, os naming rights dos estádios são ditos pela maioria das emissoras que exibem os jogos. Isso é, inclusive, obrigatório e estipulado por contrato pelas ligas – uma das exceções é a Liga dos Campeões, que também barra as empresas que não são seus anunciantes. Os campeonatos brasileiros não contam com nenhum dispositivo semelhante nos acordos pelas vendas dos direitos de exibição.

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