Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Na mira do Palmeiras, Sampaoli terá reunião para definir futuro no Santos

Treinador tem contrato com o time alvinegro até 2020, mas só irá permanecer no clube se receber garantias de que terá reforços para brigar por títulos

Por Gazeta Press - 8 dez 2019, 20h58

Após a goleada por 4 a 0 sobre o Flamengo e o encerramento do Campeonato Brasileiro, o técnico do Santos, Jorge Sampaoli, admitiu não saber se permanecerá no clube em 2020. Em entrevista coletiva após a partida, o treinador afirmou que resolverá seu futuro em reunião com o presidente José Carlos Peres, marcada para esta segunda-feira, 9.

“O que posso falar é que estou muito agradecido pelo carinho e por terem me abraçado no ano. O grupo de jogadores mostrou um espetáculo contra o campeão. Partida incrível. Agora sim vou começar a pensar no futuro. Até ontem não pude pensar em nada. Amanhã tenho reunião com presidente. Já falei previamente com ele, mas adiamos a reunião”, disse Sampaoli.

“Agora vou pensar no futuro. Sou um profissional que sei até onde posso chegar com o que tenho. Tem processos de alegrias e de dores. Foi um dos lugares mais felizes que passei na minha carreira”, declarou o treinador, que tem contrato com o Santos até o final do próximo ano.

Alvo do Palmeiras, Sampaoli também reforçou que ainda não recebeu propostas de outras equipes e desconversou sobre a possibilidade de trocar o Santos por um rival. “Não chegou nenhuma oferta concreta para mim. Vou avaliar meu futuro, mas minha prioridade é me reunir com o Peres e ver o que é melhor para o Santos”, disse.

Publicidade

“Os ídolos estão pintados na parede. Não tenho capacidade de estar pintado nas paredes do Santos. Trabalhei e lutei, mas tenho que pedir desculpas por ter perdido a linha em alguns jogos. Cada projeto oficial que chega até mim, tenho que analisar. Amanhã, o Santos determinará o projeto que teremos. Aí vou ver meu futuro. Ainda não analisei nenhuma possibilidade”, acrescentou.

O argentino deixou claro que a continuidade no comando da equipe depende da formação de um elenco capaz de brigar por títulos. “Tenho que ser muito profissional. Não posso tomar uma decisão emocional, porque poderia me prejudicar. Tenho que ser honesto para saber se posso dar conta do que vem pela frente. Vamos esperar amanhã. Tenho muito claro o que tenho, o que preciso e o que esse grupo precisa de reforços para ser o que sempre foi: um clube muito respeitado na América do Sul”, afirmou o treinador.

Publicidade