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Coronavírus: Mourinho quebra quarentena e comanda treino na Inglaterra

Técnico português reuniu três atletas do Tottenham que moram em Londres para fazer uma atividade; clube inglês condenou a iniciativa

Por Da Redação - Atualizado em 7 Apr 2020, 21h01 - Publicado em 7 Apr 2020, 20h50

O técnico José Mourinho devia estar com saudades da rotina. Nesta terça-feira 7, o treinador português foi flagrado em um parque no subúrbio de Londres comandando um treino para alguns jogadores do Tottenham, ignorando as recomendações do governo inglês de distanciamento social enquanto durar a epidemia do coronavírus. A atitude não agradou a diretoria do clube inglês, que condenou o treinamento e reafirmou as necessidades de respeitar a orientação de se manter em casa durante este período.

O treinador e três atletas do Tottenham se reuniram no parque Hadley Common, no subúrbio de Londres. Os primeiros a serem identificados foram o zagueiro colombiano Davinson Sanchez e o lateral-esquerdo inglês Ryan Sessegnon, que corriam lado a lado no canteiro gramado à margem da estrada sem respeitar o espaçamento mínimo de um metro recomendada pela OMS. A dupla, então, se juntou ao volante francês Tanguy Ndombele para a atividade com comandante português.

O clube repreendeu os quatro depois que as fotos viralizaram nas redes sociais, mas não divulgou se punirá os envolvidos na atividade desta terça-feira.

Não é a primeira polêmica envolvendo o Tottenham desde que o governo britânico recomendou que a população ficasse em quarentena para evitar o contágio do coronavírus. O clube foi muito criticado após colocar os funcionários em licença não-remunerada enquanto a pandemia não termina, apesar do balanço da última temporada ter registrado um lucro de 69 milhões de euros. A manobra é permitida pelo país para auxiliar as empresas durante o período de parada e o governo assume uma parte do salário do empregado que não estiver trabalhando.

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Newcastle também adotou a estratégia. Já o Liverpool chegou a considerar deixar os salários de seus funcionários sob encargo do governo, mas voltou atrás após a repercussão negativa do caso do Tottenham.

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