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Mina dança no baile da Colômbia sobre a Polônia

Zagueiro volta a fazer gol (último havia sido pelo Palmeiras) e colombianos eliminam a Polônia da Copa

Por Fernando Beagá - Atualizado em 24 jun 2018, 17h38 - Publicado em 24 jun 2018, 17h32

Antes de entrar em campo para se tornar um dos protagonistas da vitória por 3 a 0 da Colômbia sobre a Polônia, Yerry Mina havia feito apenas seis jogos oficiais em 2018. Com poucas oportunidades no Barcelona, o zagueiro não seguirá no clube na próxima temporada — Lenglet, do Sevilla, já foi contratado para sua posição e o volante Arthur, do Grêmio, ocupará sua vaga de estrangeiro. Ou o técnico Ernesto Valverde poderia reconsiderar? Afinal, não é todo dia que um zagueiro anula Robert Lewandowski com tanta propriedade.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018

O ótimo desempenho contra os poloneses pode ter impressionado torcedores catalães, mas não colombianos e palmeirenses. Em 2016, quando ainda contava 21 anos, revelou sua faceta de zagueiro-artilheiro ao anotar três gols na fase eliminatória da Libertadores e classificar o Santa Fé à fase de grupos da competição. Chamou a atenção do Palmeiras e tornou-se xodó da torcida alviverde: três gols em onze jogos na campanha do título brasileiro daquele ano. Ficou mais um ano no Brasil, sempre titular quando livre de contusões.

O último gol de Mina, até balançar a rede polonesa aos quarenta minutos do primeiro tempo, havia sido sobre o Corinthians, em novembro de 2017 (derrota por 3 a 2, pelo Brasileirão). Na Arena Kazan, completou de cabeça o cruzamento precioso de James Rodríguez. A vibração por anotar em uma Copa quase o fez esquecer de sua famosa dancinha ao ritmo ‘salsa choke’. Refeito, lembrou-se de requebrar mais quando foi comemorar os gols dos colegas Falcao García e Cuadrado, que fecharam a tranquila vitória dos Cafeteros.

A atuação de Mina, potencializada pela vitrine que é uma Copa do Mundo, poderá ajudar o Barcelona, antes disposto a emprestá-lo, a lucrar sobre os 11,8 milhões de euros que havia investido quando o tirou do Palmeiras. No primeiro lance do jogo, ele já deu o recado: quando Lewandowski fez a parede para receber um lançamento, o zagueiro de 1,95 metro cortou de cabeça e ainda deixou sobrar a perna no rosto do polonês, avisando quem seria o vencedor do duelo — o camisa 9 só chutou ma vez ao gol, aos 43 do segundo tempo.

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A Polônia, na condição de cabeça-de-chave, está desclassificada e apenas buscará um pouco de dignidade contra o Japão, no fechamento do Grupo H, no dia 28 de junho, às 11h. No mesmo dia e horário, enfrentam-se Senegal e Colômbia.

Ponto alto
Se Jorge Sampaoli não consegue conceber a Argentina jogando com os parecidos Dybala e Messi juntos, Pékerman apostou nos meias canhotos James Rodríguez (duas assistências) e Quintero (uma), que destruíram o sistema defensivo polonês.

Ponto baixo
Neste século, a Polônia cai na primeira fase do Mundial pela terceira vez, negando toda a tradição dos anos 1970 e 80, quando ganhou a medalha de ouro na Olimpíada de 1972 e chegou ao terceiro lugar das Copas de 1974 e 1982

Ficha do jogo
Polônia 0 x 3 Colômbia
Local: Arena Kazan. Árbitro: Cesar Ramos (MEX). Público: 42.873. Gols: Mina, aos 40 do primeiro tempo; Falcao García, aos 25, Cuadrado, aos 35 do segundo tempo.
Polônia: Szczesny; Piszczek, Bednarek e Pazdan (Glik); Bereszynski (Teodorczyk), Goralski, Krychowiak e Rybus; Zielinski, Lewandowski e Kownacki (Grosicki). Técnico: Adam Nawalka.
Colômbia: Ospina; Arias, Dávinson Sánchez, Mina e Mojica; Barrios e Aguilar (Uribe); Cuadrado, Quintero (Lerma) e James Rodríguez; Falcao García (Bacca). Técnico: José Pekerman.
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