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Memória: 14 craques revelados por Guarani e Ponte Preta

Enquanto a Ponte se especializou ao longo de sua história em produzir excelentes jogadores de defesa, seu rival deu ótimos atacantes ao futebol brasileiro

Por Fernando Beagá - 29 mar 2017, 16h42

Em outubro de 1978, o futebol campineiro estava em evidência. A Ponte Preta era vice-campeã paulista, enquanto o Guarani vivia a euforia do recém-conquistado título brasileiro, o primeiro de um clube do interior do país. O bom momento inspirou uma reportagem de PLACAR, que em sua edição 442 reuniu os melhores jogadores de cada equipe para uma foto inédita, apelidando aquele timaço de “Campinas FC”: Carlos; Mauro, Oscar, Polozzi e Odirlei; Zé Carlos, Renato e Zenon; Lúcio, Careca e Tuta.

Dessa equipe fictícia, Odirlei, Lúcio e Tuta não foram revelados pela Macaca, enquanto Zé Carlos e Zenon não eram crias do Bugre. Ao rabiscar uma lista de craques “puro sangue”, descobre-se uma tendência: em Moisés Lucarelli, nasceram mais defensores de renome; no Brinco de Ouro, atacantes se multiplicaram. O dérbi campineiro, assim, revela-se um belo embate entre defesa e ataque.

A Ponte revelou dois goleiros de seleção praticamente de uma vez só. Waldir Peres começou em 1970 e passou o bastão para Carlos em 1973, quando foi para o São Paulo. Cada um deles esteve em três Copas do Mundo. Na zaga, foram quatro os zagueiros que atuaram em Mundiais: Oscar, Polozzi e Juninho eram da mesma safra, dos anos 70, enquanto André Cruz se profissionalizou em 1987 já com status de craque, assediado por vários clubes – o Flamengo levou a melhor em 1989. Reconhecido como um dos líderes do Corinthians campeão mundial em 2000, Fábio Luciano começou em 1996 na Ponte.

Antes de ser titular em duas Copas e brilhar ao lado de Maradona no Napoli, Careca levou o Guarani ao título nacional de 1978. Um de seus parceiros era Renato, habilidoso meia que esteve na Copa de 1982. Ambos inspiraram a geração dos anos 80, que tinha o meia Neto, o centroavante Evair e o ponta-esquerda João Paulo. Esse trio, porém, não disputou um Mundial sequer pela seleção. A leva seguinte teve um representante em Copas: Luizão, reserva de Ronaldo em 2002. Seu contemporâneo Amoroso teve uma trajetória internacional vitoriosa, mas faltou essa marca à sua carreira.

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OS DEFENSORES DA PONTE

Waldir Peres

Revelado em 1970, transferiu-se em 1973 para o São Paulo, onde tornou-se ídolo. Também passou por Guarani e Corinthians. Esteve nas Copas do Mundo de 1974, 1978 e 1982 – na última como titular.

Carlos

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Vice-campeão paulista pela Ponte em 1977, 1979 e 1981, disputou três Mundiais (1978, 1982 e 1986, este como titular) e também atuou por Corinthians, Atlético-MG e Palmeiras antes de encerrar a carreira na Portuguesa, em 1993. (foto: J. B. Scalco)

Oscar

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Defendeu a Ponte Preta entre 1973 e 1979. Esteve nas Copas de 1978, 1982 e 1986, sendo titular nas duas primeiras. Tornou-se ídolo no São Paulo, conquistando três Paulistas e um Brasileiro. (foto: José Pinto/PLACAR)

Polozzi

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Estreou como profissional da Ponte em 1974, fez inesquecível dupla de zaga com Oscar e esteve na Copa do Mundo de 1978. Passou pelo Palmeiras e depois rodou por diversos clubes, nunca com o brilho dos tempos campineiros. (foto: José Pinto/PLACAR)

Juninho

“Sombra” de Oscar e Polozzi em seu início na Macaca, assumiu o protagonismo no início da década de 80 e chegou à seleção, convocado para o Mundial de 1982. Participou da Democracia Corintiana no título paulista de 1983.

André Cruz

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Profissionalizou-se em 1987, quando já vestia a amarelinha – foi campeão pan-americano naquele ano. Ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul-88, fez longa trajetória no futebol europeu e participou da Copa de 1998.

Fábio Luciano

Começou na Ponte em 1996 e destacou-se no Brasileirão de 1999, quando a Ponte chegou às quartas e o zagueiro chamou a atenção do Corinthians. Encerrou a carreira em 2009, como capitão do Flamengo.

OS ATACANTES DO GUARANI

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Careca

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Campeão brasileiro em 1978 aos 17 anos, anotando o gol do título, transferiu-se para o São Paulo para ser novamente campeão nacional em 1986. Depois, brilhou na Itália. Foi titular da seleção nas Copas de 1986 e 1990. (foto: Rodolpho Machado)

Renato

Sabia organizar o meio de campo e servir o ataque. Campeão nacional em 1978, esteve no grupo de Telê Santana na Copa de 1982. Ainda atuou com destaque por São Paulo e Atlético-MG antes de jogar na Ponte no fim da carreira.

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Neto

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Tratado como estrela desde o juvenil, estreou como profissional do Guarani aos 16 anos. Foi vice-campeão olímpico em 1988, mesmo ano em que destacou-se no vice paulista do Bugre. Passou rapidamente por São Paulo e Palmeiras antes de brilhar no Corinthians. (foto: Ricardo Correa/PLACAR)

João Paulo

Vice nacional (1986 e 1987) e paulista (1988) pelo Guarani, é considerado injustiçado, ao lado de Neto, por não ter ido à Copa de 1990. Fez sucesso no Bari, da Itália, antes de rodar por vários clubes brasileiros depois dos 30 anos.

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Evair

Participou das boas temporadas bugrinas entre 1986 e 1988, sendo artilheiro do time em todas elas. Fez o gol do título paulista que acabou com longo jejum do Palmeiras, em 1993, mesmo ano em que disputou as eliminatórias para a Copa de 1994.

Luizão

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Campeão da Copa São Paulo de juniores pelo Bugre em 1994, teve de lidar com o rótulo de rebelde antes de acumular títulos por Palmeiras, Vasco, Corinthians, São Paulo e Flamengo. Foi reserva de Ronaldo na Copa de 2002. (foto: Marcos Ribolli)

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Amoroso

Estourou no Guarani em 1994, quando foi artilheiro do Brasileirão. Passou rapidamente pelo Flamengo antes de fazer sucesso no exterior por Udinese e Borussia Dortmund. Foi campeão da Libertadores e mundial pelo São Paulo em 2005. Pela seleção, ganhou a Copa América de 1999.

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