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Martinez: “A vitória sobre o Brasil foi uma vingança por Marc Wilmots”

Técnico da seleção da Bélgica exalta De Bruyne como seu jogador mais versátil e ainda tem tempo para soltar pequena provocação para a seleção brasileira

Por Alexandre Salvador Atualizado em 9 jul 2018, 14h48 - Publicado em 9 jul 2018, 14h43

SÃO PETERSBURGO – O espanhol Roberto Martinez chegou exultante à coletiva de imprensa na véspera da partida da Bélgica contra a França, a primeira semifinal da Copa do Mundo de 2018. O atual treinador da seleção belga foi reverenciado na maioria das perguntas pelo “nó tático” que aplicou no time do técnico Tite na partida passada, que decretou a eliminação do Brasil do Mundial da Rússia. Sobre esse triunfo, ele deu uma das razões que considerou fundamental para vencer a equipe pentacampeã do mundo. Disse Martinez:

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo de 2018

“Como vocês sabem, costumávamos jogar com uma linha de três defensores. Apesar de muito difícil, é uma formação com encaixe mais simétrico e ajuda em situações de mano a mano. Mas há jogos em que você precisa de uma linha de quatro homens. Contra o Brasil, era exatamente o que precisávamos. Fico feliz pela qualidade desse grupo, que tem a capacidade de mudar os jogos. É uma satisfação imensa poder preparar um jogo e adaptar o cérebro dos atletas. Por isso, nosso desempenho contra o Brasil foi muito satisfatório, mas agora temos de pensar na França.”

  • Sobre o meia Kevin De Bruyne, considerado o melhor jogador da partida na votação oficial feita pela Fifa, ele diz que, de forma geral, a avaliação sobre o desempenho do camisa 7 da Bélgica antes da partida contra o Brasil foi injusta. “Nas partidas anteriores, precisava que ele fosse um criador de jogadas, mais escondido, colocando os outros na posição de fazer os gols. As vezes isso não é tão atrativo”, disse o técnico Martinez. E complementou”

    “De Bruyne é o meia criador moderno. Ele não é aquele meia clássico que para a bola, que cadencia o jogo e inicia as jogadas ao seu tempo. Ele é o criador moderno, ou seja, ele acelera ainda mais a velocidade do jogo. Ele pode jogar no meio de campo inteiro, pode ser um falso camisa 9, no ataque, e ainda pode atuar como ponta. Com exceção da posição de goleiro, creio que ele pode não só jogar, mas atingir um nível alto de desempenho.”

    Atacante da Bélgica Mark Wilmots tem gol anulado contra o Brasil na Copa do Mundo de 2002
    Ainda enquanto jogador, o ex-treinador da Bélgica Mark Wilmots, teve um gol anulado contra o Brasil na Copa do Mundo de 2002 Laurence Griffiths/Getty Images/VEJA

    Vingança por Wilmots –   Roberto Martinez fez questão de exaltar o trabalho feito por seu antecessor, o ex-atacante Marc Wilmots, no comando da seleção belga. “Quando você é o novo treinador de uma equipe, você tenta usar as partes boa do trabalho anterior e tenta melhora-las”, disse Martinez na véspera do confronto semifinal contra a França.

    Além disso, aproveitou para soltar uma lembrança mais apimentada: “Queremos dar a Wilmots uma pequena vingança. Porque quando ele marcou contra o Brasil, ainda como jogador, seu gol foi anulado. Finalmente pudemos dar a ele a vitória que merecia.” Martinez se refere ao jogo de oitavas de final da Copa de 2002, entre Brasil e Bélgica. Na ocasião, os belgas tiveram um gol anulado – esse mesmo mencionado por Martinez – quando o jogo ainda estava zero a zero. A seleção brasileira acabou vencendo o jogo por 2 a 0, gols de Rivaldo e Ronaldo (relembre como foi o jogo no vídeo abaixo).

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