Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Martinelli diz que Olimpíada é um sonho e pretende tietar Marta em Tóquio

Convocado de última hora, atacante do Arsenal quer deixar lesão para trás e retomar confiança com o ouro olímpico no Japão

Por Guilherme Azevedo Atualizado em 6 jul 2021, 11h57 - Publicado em 6 jul 2021, 11h46

O clima olímpico está cada vez mais no ar. Os atletas convocados para a disputa já vivem com enorme ansiedade a possibilidade de representar o Brasil em Tóquio. É o caso de Gabriel Martinelli, atacante do Arsenal escolhido para vestir a amarelinha no futebol. Recuperado de uma sequência de lesões, o jogador de 20 anos falou a PLACAR sobre o atual momento de sua carreira e sobre suas esperanças de subir ao pódio.

Assine a revista digital no app por apenas R$ 8,90/mês

Revelado pelo Ituano, clube do interior paulista, Martinelli teve um início explosivo na Europa. Os rasgados elogios sobre sua velocidade e qualidade foram interrompidos por uma grave lesão no joelho. A convocação para a Olimpíada veio de última hora, diante da dificuldade do técnico André Jardine de montar a seleção brasileira (Pedro, do Flamengo, e Vinicius Júnior e Rodrygo, do Real Madrid, não foram liberados por seus clubes), mas encheu o jogador do Arsenal de esperança.

“Pra ser sincero, não imaginava ser convocado. Mas isso sempre foi um sonho pra mim”, afirmou o jovem, que na última Olimpíada, em 2016, no Rio, quando o Brasil conquistou a primeira medalha de ouro no futebol, Martinelli tinha apenas 15 anos. No Japão, Martinelli terá a companhia de uma grande referência: Daniel Alves, jogador mais vencedor da história do futebol. “É muito gratificante poder estar ao lado de um dos melhores jogadores do mundo. Vou tentar aprender o máximo com ele, não só para minha vida profissional como na pessoal também. Será um prazer ter ele na nossa equipe.”.

  • Dani Alves não será a única pessoa que Martinelli admira em Tóquio. Questionado sobre qual estrela do esporte gostaria de encontrar na Vila Olímpica para pedir uma foto, o atacante elegeu uma representante da sua própria modalidade, eleita seis vezes a melhor do mundo. “Acho que a Marta, por tudo que ela conquistou no futebol feminino e pela nossa seleção. É um orgulho para todos os brasileiros ter ela representando o Brasil.”

    Continua após a publicidade
    Gabriel Martinelli, do Arsenal, comemora depois de marcar contra o Vitória de Guimarães pela UEFA Europa League -
    Gabriel Martinelli, do Arsenal, comemora depois de marcar contra o Vitória de Guimarães pela UEFA Europa League – Sebastian Frej/Getty Images

    O atacante brasileiro está no futebol europeu desde 2019. Formado e revelado pelo Ituano, foi vendido ao Arsenal após boas campanhas na categoria de base e um excelente Campeonato Paulista, com seis gols e três assistências (líder em participações diretas da edição) em 14 jogos, por um time do interior.

    Quando chegou ao clube londrino, marcou sete gols nos sete primeiros jogos oficiais e virou destaque entre jovens no mundo do futebol. O treinador do Liverpool, Jurgen Klopp,  chegou a chamar Martinelli de “talento do século”. “É uma honra um dos melhores técnicos do mundo falar bem de você. Foi ótimo pra mim, porque me deu ainda mais confiança para desenvolver o meu trabalho. Sempre com os pés no chão e a ajuda da minha família.”.

    Aubameyang, do Arsenal, comemora seu gol com Gabriel Martinelli durante partida pela equipe na UEFA Europa League, em 2019 -
    Aubameyang, do Arsenal, comemora seu gol com Gabriel Martinelli durante partida pela equipe na UEFA Europa League, em 2019 – Visionhaus/Getty Images

    Na preparação para a Copa América de 2019, o atacante foi convocado para treinar com a seleção brasileira e chegou a dividir campo com Neymar. No Arsenal, joga ao lado de grandes atacantes, como Aubameyang e Lacazette. Sobre isso, Martinelli afirmou ser “uma coisa louca” como tudo aconteceu rapidamente e afirma ser um prazer aprender com grandes atletas. “Tempos atrás, eu estava no Ituano e, depois de um ano, já estava ao lado de jogadores como eles. Sempre tento observar e tirar coisas boas para adicionar ao meu futebol.”

    No fim de sua primeira temporada pelo Arsenal, em treinamento, Gabriel sofreu uma lesão preliminar no menisco do joelho esquerdo, o que, naturalmente, o tiraria do resto daquela temporada. Porém, o jogador afirmou a PLACAR que a lesão não foi séria e o longo tempo longe dos gramados aconteceu pelo clube escolher tratar de maneira conservadora o problema.

    “Eu fiquei muito mal na primeira semana, chorei bastante. Depois, coloquei na cabeça que, se aconteceu, não tinha outra opção se não fosse me recuperar da melhor forma possível. E foi isso que fiz. Me dediquei aqueles cinco meses da melhor maneira para voltar sem nenhum problema.”.

    Super artilheiro nas categorias de base, Gabriel Martinelli afirmou que pode jogar em todas as posições de ataque. Porém, disse que prefere atuar na ponta esquerda e estar sempre perto do gol pra finalizar. O jogador briga pela titularidade no time que disputará os Jogos. A estreia do Brasil no futebol masculino olímpico acontece no próximo dia 22, contra a Alemanha, no Estádio Internacional de Yokohama.

    Martinelli e Claudinho durante da Seleção Olímpica, na Sérvia -
    Martinelli e Claudinho durante treino da Seleção Olímpica, na Sérvia – Aleksandar Djorovic/CBF
    Continua após a publicidade
    Publicidade