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Marcinho, ex-Botafogo, confirma que dirigia carro em atropelamento fatal

Jogador alegou que estava em baixa velocidade e sóbrio e que fugiu sem prestar socorro por temor de linchamento. Professor morreu no ato

Por Da Redação Atualizado em 5 jan 2021, 18h00 - Publicado em 4 jan 2021, 15h31

O lateral Marcinho, que recentemente deixou o Botafogo, e seu pai, Sergio Lemos de Oliveira, prestaram depoimento na 42ª delegacia da Polícia Civil, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio, nesta segunda-feira, 4, cinco dias depois de se envolverem em um acidente fatal. O atleta com passagem pela seleção brasileira assumiu que atropelou um casal de professores no último dia 30 de dezembro e que não prestou socorro. Alexandre Silva de Lima morreu no ato e Maria José Cristina Soares está hospitalizada em estado grave.

Ao site Globoesporte.com, o delegado Alan Luxardo informou que Marcinho admitiu ser o condutor do veículo no momento do atropelamento ocorrido na Avenida Lúcio Costa, no Recreio. O carro, um modelo Mini Cooper, que está em nome de uma empresa de materiais hospitalares da qual o pai do atleta é sócio, foi encontrado abandonado na Rua Hermes de Lima, a cerca de 600 metros do local da batida.

Ainda segundo o delegado, o pai de Marcinho alegou que o atleta dirigia em baixa velocidade, aproximadamente 60km/h – informação que será confirmada pela perícia – e que não estava alcoolizado. A defesa alegou ainda que o casal de professores entrou na frente do carro, fora da faixa de pedestres, de forma repentina e que Marcinho fugiu sem prestar socorro por temer ser linchado pelas testemunhas.

  • “O Márcio é uma pessoa pública, recebe ameaças pela torcida do Botafogo já há algum tempo. Tem lugar que ele nem frequenta por causa disso. Ele ficou muito assustado na hora, com vidro nos olhos, e ficou com medo de ser linchado porque as pessoas estavam juntando no local”, afirmou aos jornalistas presentes Gabriel Habib, advogado de defesa. A polícia informou ainda que testemunhas já foram identificadas e serão convocadas a prestar esclarecimentos.

    Maria Cristina José Soares, professora de física e esposa da vítima fatal, foi internada em estado grave no Hospital Lourenço Jorge. A mulher de 66 anos foi posteriormente transferida para o Hospital Vitória, onde se recupera de uma cirurgia nas pernas e encontra-se no CTI.

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    Marcinho, que chegou a ser convocado para a seleção brasileira em 2019 e vem convivendo com lesões nos últimos meses, não renovou contrato com o Botafogo após o fim do vínculo, em 31 de dezembro. No fim de semana, ele se manifestou sobre o acidente por meio de sua assessoria.

    “A família do Marcinho, através do seu advogado, Dr. Bruno Cardoso, está em contato direto com quem está respondendo pelas pessoas envolvidas no ocorrido. Num primeiro momento, foi feito o contato com o Dr. Márcio Albuquerque com objetivo de oferecer todo suporte necessário para as vítimas e seus familiares de forma imediata. O contato mais recente foi feito com a Amanda, filha de Maria Cristina, umas das pessoas envolvidas no acidente, que atendeu de forma atenciosa e informou que enviará, em breve, o contato do advogado da família para posterior acompanhamento através do seu representante”.

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