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Maradona diz que também sofreu com racismo na Itália

O argentino manifestou apoio ao jogador Kalidou Koulibaly, do Napoli, que sofreu ofensas racistas de torcedores da Inter de Milão

O argentino Diego Maradona manifestou neste domingo o seu apoio ao jogador de origem senegalesa Kalidou Koulibaly, do Napoli, que sofreu ofensas racistas de torcedores da Inter de Milão, na quarta-feira, em partida válida pela 18ª rodada do Campeonato Italiano. Nas redes sociais, o argentino postou uma foto com a camisa do jogador e revelou que também foi alvo de comentários preconceituosos durante sua passagem pelo futebol italiano.

“Eu joguei sete anos no Napoli e também sofri com cânticos racistas de algumas torcidas. Mas também me lembro das bandeiras que diziam ‘Bem-vindo à Itália’. Sinto-me como mais um napolitano e hoje quero estar ao lado de Kalidou Koulibaly. Espero que tudo isso marque um antes e um depois para terminar de vez com o racismo no futebol. Saudações a todos”, escreveu o argentino em italiano, espanhol e em inglês. Maradona atuou no Napoli, mesmo time que Koulibaly, de 1984 e 1991.

Gritos racistas

O zagueiro Koulibaly foi alvo de gritos racistas desde o primeiro tempo da partida com a Inter. Torcedores imitavam um macaco toda vez que ele tocava na bola e o técnico do Napoli, Carlo Ancelotti, pediu a paralisação do jogo por três vezes.

Nervoso, o zagueiro do Napoli foi expulso aos 36 minutos do segundo tempo. No lance, ele fez falta em Politano e recebeu o cartão amarelo. Na sequência, bateu palmas para o árbitro, que entendeu o gesto como uma ironia, e recebeu o vermelho.

Após a partida, o jogador comentou a situação. “Lamento a derrota e também por ter abandonado meus companheiros em campo. Mas tenho orgulho da cor da minha pele, de ser francês, senegalês, napolitano: homem.” Koulibaly é nascido na França, mas tem origem senegalesa.