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Liverpool recua e não deixará salário de empregados sob encargo do governo

Após duras críticas por tentar transferir responsabilidade do pagamento dos funcionários em meio à pandemia de coronavírus, o clube inglês pediu desculpas

Por Danilo Monteiro Atualizado em 6 abr 2020, 18h55 - Publicado em 6 abr 2020, 18h19

O Liverpool recuou nesta segunda-feira 6 e não deixará os salários de seus funcionários sob encargo do governo britânico, por causa da pandemia de coronavírus. O CEO do clube inglês, Peter Moore, escreveu uma carta pedindo desculpas aos empregados e aos fãs, após receber duras críticas por tomar a decisão no último sábado.

“Acreditamos que chegamos em uma conclusão errada na última semana, ao anunciar nossa inscrição no processo de elegibilidade do plano governamental. Lamentamos muito por isso. Nossas intenções eram – e ainda são – garantir que toda nossa força de trabalho receba a maior proteção possível durante esse período sem precedentes”, explicou o CEO.

  • A ideia de Moore e do Liverpool era de afastar funcionários que não estão diretamente ligados ao futebol, inscrevendo-os no programa de retenção de empregos, criado pelo governo para ajudar pessoas que perderam o trabalho por causa da pandemia, e que pagaria até 80% do salário de membros do clube. O Liverpool, porém, vive um de seus melhores momentos na história, dentro e fora dos gramados, conquistando taças e ampliando sua capacidade financeira, principal motivo das críticas à decisão de Moore.

    O ex-zagueiro Jamie Carragher, ídolo do Liverpool, liderou a onda de críticas a Moore. “Jürgen Klopp mostrou compaixão por todos no início da pandemia. Vários jogadores do Campeonato Inglês estão reduzindo voluntariamente seus salários. Todo esse respeito e boa vontade são perdidos. Isso é ruim, Liverpool”, disparou o ex-jogador, em suas redes sociais.

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