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Lista: as cobranças de pênalti mais arriscadas da história

Não foi só Diego que tentou uma cobrança diferente. Elencamos outras oito batidas incomuns (umas com sucesso, outras parecidas com a do flamenguista)

O pênalti cobrado por Diego Ribas foi grande motivo de reclamação dos flamenguistas após a eliminação para o Athlético-PR na Copa do Brasil. O meia decidiu mandar a bola no meio do gol e o goleiro adversário defendeu com facilidade, afinal nem teve que se mover para os lados, só o trabalho de estender as mãos. Vitinho e Everton Ribeiro também desperdiçaram pelo Flamengo, mas a bronca recaiu quase que totalmente nos ombros do camisa 10 rubro-negro. Esse tipo de cobrança, que envolve mais jeito do que força, não é o mais o usual, mas está longe de ser inédito no futebol. Ao longo da história, houve casos semelhantes no Brasil e no mundo – alguns deles, bem sucedidos.

Alexandre Pato

Alexandre Pato do Corinthians lamenta pênalti perdido na partida contra o Grêmio, válida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil de 2013, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre/RS (Vinícius Costa/Agência Preview/Folhapress/Folhapress)

Na Copa do Brasil de 2013, Alexandre Pato decidiu bater no meio do gol logo contra um dos maiores pegadores de pênaltis da história: Dida, que jogou com o atacante no Milan da Itália e que à época defendia o Grêmio. O arqueiro não teve trabalho algum para segurar o fraco chute do corintiano e classificou sua equipe para as semifinais da competição.

Elano

Elano lamenta o pênalti perdido no jogo entre Flamengo e Santos, pelo Campeonato Brasileiro 2011

Elano lamenta o pênalti perdido no jogo entre Flamengo e Santos, pelo Campeonato Brasileiro 2011 (Luiz Fernando Menezes/Fotoarena/VEJA)

Em um dos jogos mais incríveis da história do Campeonato Brasileiro, o meia Elano tentou bater um pênalti com cavadinha e falhou. O goleiro Felipe defendeu e ainda saiu fazendo embaixadinhas. O placar marcava 3 a 2 para o Santos, que tinha Neymar em campo. No final, o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho venceu por 5 a 4.

Zinedine Zidane

Zinedine Zidane bate pênalti no meio do gol e marca para a França na final da Copa do Mundo de 2006, contra a Itália, no Estádio Olímpico, em Berlim (Nick Potts - PA Images/PA Images via Getty Images/Getty Images)

Uma cavadinha bem sucedida aconteceu na final da Copa do Mundo de 2006. O francês Zinedine Zidane fazia a última partida da carreira e marcou o gol da sua seleção utilizando o recurso improvável no empate por 1 a 1 contra a Itália. Zidane não participou da disputa de penalidades que decidiu o título em favor dos italianos pois acabou expulso na prorrogação. Quem não se lembra da infame cabeçada em Materazzi?

Andrea Pirlo

Andrea Pirlo cobra pênalti no meio do gol e marca para a Itália na disputa por penalidades da final da Copa do Mundo de 2006, no Estádio Olímpico, em Berlim (Tony Marshall - EMPICS/PA Images via Getty Images/Getty Images)

Na disputa por pênaltis daquela mesma final em 2006, o italiano Andrea Pirlo não deu uma cavadinha, mas marcou um gol chutando no meio do gol. A cobrança foi muito parecida com a de Diego, com uma diferença sutil: o goleiro francês Fabien Barthez pulou para o lado.

Loco Abreu

Sebastián “El Loco” Abreu cobra o pênalti com cavadinha contra Gana e coloca o Uruguai na semifinal da Copa do Mundo – 02/07/2010 (Cameron Spencer/Getty Images/Getty Images)

Cleber Machado e Caio Ribeiro, a dupla que transmitia o jogo entre Uruguai e Gana pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2010 na TV Globo, lembrou que Sebastián “El Loco” Abreu costumava cobrar pênaltis com cavadinha pelos clubes que jogou, mas tinham sérias dúvidas de que o atacante teria coragem de bater assim em um jogo tão importante. O uruguaio justificou o apelido e cutucou a bola com maestria para o fundo do gol defendido pelo ganês Kingson. O gol deu a classificação para as semifinais daquele Mundial para a seleção celeste.

Lionel Messi e Luis Suárez

Lionel Messi rolou para Luís Suárez completar o pênalti ‘a la Cruyff’ na goleada do Barcelona sobre o Celta (David Ramos/Getty Images/Getty Images)

Outro tipo de cobrança também já causou polêmicas no futebol foi o pênalti em dois lances. Isso aconteceu ano passado quando Lionel Messi, diante da bola em cima da cal, decidiu tocar para o companheiro Luis Suárez que marcou na goleada do Barcelona por 6 a 1 sobre o Celta de Vigo. Embora tão genial quanto o argentino, a ideia não é uma criação original de Messi: o craque holandês Johan Cruyff foi o responsável por popularizar a jogada.

Robert Pires e Thierry Henry

Robert Pires tenta rolar a bola para Thierry Henry em uma cobrança de pênalti, mas erra o toque e o árbitro marca falta contra o Arsenal. O lance acontece em partida contra o Manchester City, no antigo estádio de Highbury, em Londres, no dia 22/10/2005, pela Premier League (David Price/Arsenal FC via Getty Images/Getty Images)

Em 2005, o francês Robert Pires tentou fazer a mesma jogada de Messi com seu compatriota Thierry Henry. Mas a dupla do Arsenal da Inglaterra parece não ter ensaiado a manobra corretamente. Pires pôs o pé sobre a bola, que ficou parada no mesmo lugar, e a zaga adversária teve tempo de interceptar a jogada. O curioso é que o meia francês já havia marcado um gol de pênalti naquela partida minutos antes, e que garantiu a vitória sobre do clube inglês o Manchester City por 1 a 0.

Eduardo Vargas

Eduardo Vargas do Chile tentou garantir a artilharia da Copa América, mas seu chute foi interceptado pelo ágil goleiro peruano (Koji Watanabe/Getty Images/Getty Images)

O vexame mais recente relacionado a uma cobrança esdrúxula de pênalti aconteceu na Copa América disputada no Brasil. Com o jogo praticamente decidido em favor do Peru, que vencia por 3 a 0, o chileno Eduardo Vargas teve a chance de ao menos se garantir como artilheiro da competição com o pênalti marcado em favor de sua seleção. O atacante, porém, não contava com a agilidade do goleiro peruano Gallese, que percebeu a cavadinha a tempo, conseguindo voltar para o meio do gol e fazer a defesa.