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Levir Culpi ironiza Sampaoli e reclama de ‘dinastia gaúcha’ na seleção

O ex-treinador do Atlético-MG disse que argentino do Santos assumirá lugar de Tite, pois "anda de bicicleta, tem tatuagens e é argentino'

Por Da redação Atualizado em 7 Maio 2019, 11h31 - Publicado em 7 Maio 2019, 11h29

O técnico Levir Culpi, demitido recentemente pelo Atlético Mineiro, participou na última segunda-feira 6 do programa Bem, Amigos!, do SporTV, e deu declarações polêmicas sobre os treinadores estrangeiros e também sobre os gaúchos. O principal alvo de suas provocações foi Jorge Sampaoli, treinador argentino que vem fazendo sucesso no Santos.

Pouco depois de ressaltar que está desempregado e que “nas férias costumo falar bobagens”, Levir foi irônico ao comentar sobre Sampaoli. “Tenho uma convicção sobre seleção, sei quem vai ser o próximo técnico. Eu tenho certeza, vai ser o Sampaoli. Porque ele foi treinar de bicicleta, tem tatuagens e o mais importante: é argentino. Escuta o que eu estou falando. Este é o Brasil”, afirmou.

O apresentador Galvão Bueno percebeu a alfinetada do convidado. “Isso é Levir Culpi em estado puro, ironia pura”, afirmou. O comentarista Maurício Noriega, então, questionou o convidado: “Mas, Levir, você não acha que o Sampaoli traz algo de novo ao futebol brasileiro?”. Levir, então, respondeu: “O Brasil tem de aprender algo de fora? Por quê?.”

  • Confrontado novamente pelos presentes, Levir admitiu que o Brasil não tem mais o melhor futebol do mundo, mas ressaltou a saída constante de talentos, cada vez mais jovens, e voltou a alfinetar os treinadores estrangeiros. “Você quer algo novo, tem vários técnicos brasileiros bons, mas a gente só olha para o que tem fora. Tem um ódio aos brasileiros. É quem vem de fora que vai resolver”, afirmou.

    ‘Dinastia gaúcha’

    Levir, que é paranaense, em seguida, fez outra provocação ao falar dos últimos treinadores da seleção. “Uma outra crítica, velada, que cabe é a seguinte: de que estado são os últimos técnicos da seleção brasileira? Todos são gaúchos. Por que? É uma forma de pensar?”, questionou, em referência a Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari, Dunga e Tite.

    Muricy Ramalho, que é paulista e rejeitou uma oferta da CBF antes de Mano Menezes assumir, entrou na conversa. “Eu acho que é o momento. O Tite quando foi contratado era o melhor”, disse. Levir Culpi, no entanto, seguiu com sua tese e voltou a criticar o que chamou de “dinastia gaúcha.”

    “Sou curitibano, mas comecei no Sul e reconheço a capacidade do povo gaúcho, é um povo vencedor, que desenvolveu o país (…) Os gaúchos conseguem se impor com trabalho e também são corporativistas, firmes, e estão tomando conta. Virou uma dinastia gaúcha na seleção brasileira.”

    Levir ainda disse que o Brasil tem dois problemas: o tamanho e o idioma. “A gente nem sabe o que está acontecendo no Acre, de tão longe que é (…) e, com o português, não conseguimos nos entender. Os outros idiomas são mais simples e mais fáceis de se entender.” A participação do treinador de 66 anos gerou grande repercussão nas redes sociais.

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