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Juiz explica pênalti anulado e FPF aprova atuação da arbitragem

Marcelo Aparecido de Souza negou interferência externa e disse ter seguido orientação do quarto árbitro em lance envolvendo Ralf e Dudu

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 9 abr 2018, 17h55 - Publicado em 9 abr 2018, 10h06

O árbitro Marcelo Aparecido de Souza não quis dar entrevistas ao fim do jogo deste domingo, em que o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista no estádio do Palmeiras, mas explicou na súmula do confronto a sua polêmica decisão de anular um pênalti, em lance envolvendo Ralf e Dudu. O juiz negou interferência externa e disse ter seguido orientações do quarto árbitro, Adriano Miranda. A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgou uma nota na qual aprovou a atuação da arbitragem.

Segundo o árbitro, a demora na marcação do lance aconteceu porque ele não conseguiu ouvir os avisos do quarto árbitro. “Informo que aos 33 minutos do segundo tempo da partida, marquei uma penalidade à favor da equipe da S.E. Palmeiras. No momento da marcação os jogadores da equipe adversária questionam a marcação e pressionam para que a mesma seja modificada. Durante esse questionamento o quarto arbitro, sr. Adriano de Assis Miranda, me informa dizendo: ‘Canto’. Devido os jogadores falarem comigo, os atletas reservas de ambas as equipes falarem simultaneamente com o quarto arbitro e também com o assistente 1, sr. Anderson José de Moraes Coelho, bem como o barulho da torcida, eu não pude ouvir com clareza a informação do quarto arbitro. Após conseguir me aproximar do quarto árbitro, o mesmo me disse as seguintes palavras: ‘Marcelo, pra mim ele toca na bola, mas a decisão é sua'”, disse Marcelo Aparecido de Souza.

  • Ainda de acordo com as informações escritas pela arbitragem na súmula, Marcelo Aparecido seguiu a recomendação do quarto árbitro por não ter uma visão privilegiada do lance. “Devido ao ângulo de visão do quarto arbitro ser lateral à jogada, e portanto melhor que o meu, acatei a sua informação e marquei o tiro de canto. Informo ainda que reiniciei a partida após sete minutos de paralisação, por consequência da reclamação dos atletas de ambas as equipes.”

    O lance polêmico aconteceu aos 25 minutos do segundo tempo. Na jogada, Ralf disputou uma bola com Dudu e o atacante caiu dentro da área. O árbitro marcou pênalti para o Palmeiras, mas, oito minuto depois, anulou a jogada e deu apenas escanteio.

    FPF aprova decisão

    A assessoria de imprensa da Federação Paulista divulgou uma nota em que aprovou a atuação da arbitragem. “O departamento de arbitragem da FPF trabalha diariamente pela excelência. O intuito sempre foi de que a arbitragem não interfira nos resultados das competições. E esse objetivo foi alcançado. A decisão da arbitragem, de anular o pênalti que havia sido marcado equivocadamente, foi correta”, disse o comunicado.

    A FFP ainda divulgou o que aconteceu, passo a passo, no lance: “O árbitro Marcelo Aparecido de Souza marcou a penalidade pela visão que tinha no momento do lance. Neste momento, o quarto árbitro Adriano Miranda o chama pelo rádio”, inicia a FPF, para depois destacar os seguintes tópicos: 1) Por conta do tumulto criado após a marcação, há uma demora na correção da decisão; 2) Assim que os árbitros se reúnem, Miranda reafirma que o jogador Ralf tocou a bola antes; 3) A decisão é corrigida e marca-se escanteio”.

    “Por fim, a diretriz da arbitragem prevê que o árbitro, em todo lance com alta dificuldade, consulte toda sua equipe para, em conjunto, tomar as decisões corretas”, finalizou a entidade no comunicado.

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