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José Maria Marin é condenado a quatro anos de prisão nos EUA

Ex-presidente da CBF ainda terá de pagar multa de 4,9 milhões de reais

Por Da redação - Atualizado em 22 ago 2018, 16h15 - Publicado em 22 ago 2018, 15h10

Ex-governador do Estado de São Paulo e ex-presidente da CBF, José Maria Marin foi condenado nesta quarta-feira a quatro anos de prisão mais multa de 1,2 milhão de dólares (4,9 milhões de reais) por conspiração para organização criminosa, fraude financeira na Copa América, Libertadores e Copa do Brasil, além de lavagem de dinheiro. A punição foi proferida pela juíza Pamela Chen, da corte federal do Brooklyn, nos Estados Unidos, que também anunciou o confisco de 3,3 milhões de dólares (13,4 milhões de reais) de bens de Marin, de 86 anos.

A promotoria havia pedido dez anos de prisão e multa de 6,6 milhões de dólares (26,9 milhões de reias), afirmando que Marin teria causado prejuízo de 150 milhões de dólares (611 milhões de reais) por seus atos. A defesa pedia pena mínima de treze meses de prisão por causa de sua idade – justamente o período em que Marin ficou detido na Suíça e em prisão domiciliar nos EUA. Esse período não será descontado na punição.

Marin chorou muito durante sua declaração no julgamento, obrigando a juíza a pedir um intervalo antes de dar o veredicto. Os advogados do ex-presidente da CBF vão recorrer da decisão da corte de Nova York. A estratégia de defesa é recorrer à Corte de Apelação e, ao mesmo tempo, pedir que Marin aguarde a decisão em prisão domiciliar em Nova York. De acordo com a defesa, aceitar a culpa nos crimes denunciados, como fizeram ex-cartolas presos pelo FBI, está descartado.

Marin foi considerado culpado pela segunda vez na mesma corte. Em dezembro de 2017, foi condenado em seis de sete acusações por júri popular, no chamado Fifagate, que acusou 42 pessoas de 92 crimes, envolvendo subornos de mais de 200 milhões de dólares (814,7 milhões de reais) em direitos de transmissão de competições. Dos 42, três morreram, 22 se declararam culpados e outros dois foram sentenciados. E catorze seguem em seus países, caso de Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, também ex-presidentes da CBF.

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