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Jorge Jesus: ‘Hoje, qualquer coisa que se diga contra um negro é racismo’

Questionado sobre o motivo da paralisação do jogo entre PSG e Basaksehir, português disse que denúncias de injúria racial estão "na moda"

Por Da Redação Atualizado em 11 dez 2020, 19h02 - Publicado em 9 dez 2020, 11h02

O técnico português Jorge Jesus, do Benfica, deu uma declaração polêmica ao ser confrontado na manhã desta quarta-feira, 9, sobre a paralisação da partida entre Paris Saint-Germain e Istanbul Basaksehir, após o quarto árbitro, o romeno Sebastian Colţescu, ser acusado de proferir injúrias raciais contra o camaronês Pierre Webó, ex-atacante e membro da comissão técnica do clube turco.

Apesar de dizer não ter conhecimento absoluto de todo o caso, Jesus citou que o racismo “está muito na moda” e que qualquer coisa dita “é sempre sinal de racismo”. A fala aconteceu durante entrevista coletiva na véspera do jogo contra o Standard Liege, pela fase de grupos da Liga Europa.

“Não sei o que aconteceu, o que se falou, o que se disse. Está muito na moda isso do racismo. Como cidadão, tenho o direito de pensar da minha maneira. Só posso ter uma opinião concreta se souber o que se disse naquele momento”, disse

“Hoje, qualquer coisa que se diga contra um negro é sempre sinal de racismo, mas o mesmo a um branco já não é sinal de racismo. Está a implementar-se essa onda no mundo. Mas repito que não sei o que disseram”, acrescentou o treinador.

  • O confronto entre PSG e Basaksehir ocorrerá nesta quarta, às 14h55 (de Brasília), sendo reiniciado a partir do 14º minuto. A ação de paralisação foi comandada pelo atacante Demba Ba. “Você nunca diz: ‘este cara branco’, você diz ‘este cara’. Então me ouça, por que quando você menciona um cara negro você diz ‘este cara negro?”, questionou o jogador.

    Neymar, Mbappé e outros jogadores disseram ao juiz da partida que não retornariam ao campo se o quarto árbitro ainda estivesse presente. A Uefa prometeu “uma investigação completa e aprofundada sobre o incidente ocorrido” de forma imediata. “O racismo e a discriminação em todas as suas formas não têm lugar no futebol”, disse em comunicado.

    O lateral direito brasileiro Rafael afirmou, em entrevista ao Esporte Interativo, não ter escutado a ofensa racista, mas relatou que o treinador da equipe, Okan Buruk, confirmou aos jogadores a versão de Webó.

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